Especialista alerta: resistência à insulina pode levar à Diabetes

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No próximo dia 14 de novembro é lembrado o Dia Mundial da Diabetes, doença que atinge mais de 13 milhões de brasileiros e coloca o Brasil em 4º lugar entre os países com maior incidência. O que muitas pessoas não sabem é que a diabetes pode estar relacionada a diversos fatores e problemas, sejam eles por causas genéticas, de rotina ou modo de vida. Uma dessas causas está relacionada à resistência à insulina, cujo termo ainda é bastante desconhecido entre a população.

ação da insulina

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem como função fazer com que a energia consumida pela alimentação entre em nas células e seja usada de maneira correta. Exemplificando, ela é a chave que abre a porta das células do corpo, para que então o alimento – que foi quebrado e transformado em glicose (o açúcar) – possa entrar nas células e fornecer energia para todos os processos que o organismo precisa durante o dia.

O nutrólogo Paulo Roberto de Souza explica que a resistência acontece quando a insulina que circula no sangue não tem atividade plena, ou seja, quando o pâncreas produz insulina devido ao estimulo gerado pela glicose que tem no sangue, mas não consegue fazer o seu papel de “abrir a fechadura”. Como resultado, acontece o aumento do nível de glicose no sangue, o que faz com que o pâncreas produza mais insulina para conseguir utilizar toda aquela energia. No início do processo, o corpo tenta diminuir a glicose no sangue fazendo com que ela vá para o fígado e se transforme em ácidos graxos, causando esteatose hepática (gordura no fígado). Essa gordura é, então, depositada no abdômen, coxa e quadril.

“Com o passar do tempo, o pâncreas acaba se exaurindo. Além de aumento do peso e gordura visceral, os níveis de glicose no sangue continuam aumentando, o que leva o indivíduo ao quadro de pré-diabetes. É aí que o perigo aumenta pois, se não for tomada qualquer atitude referente a isso, pode desenvolver uma diabetes tipo 2”, esclarece o médico.

A resistência insulínica está associada a fatores genéticos e ambientais. O indivíduo nasce com a predisposição para desenvolver resistência insulínica e acaba por desenvolvê-la quando entra em contato com um ambiente desfavorável, como: alimentação inadequada, pouca atividade física e estresse. Esses fatores, por sua vez, favorecem o desenvolvimento da obesidade, em especial, abdominal.
“Em pessoas obesas e sedentárias, a redução do peso e pratica de atividades físicas podem, com bastante eficiência, reverter o problema e evitar suas consequências. Contudo, existem algumas medicações que atuam nesse mecanismo, como ômega 3, cromo, vanádio e outras vitaminas e minerais ajudam a frear o processo. Muitas pessoas podem ter aumento de peso, dificuldades para emagrecer ou desenvolver uma diabetes sem nem imaginar que a causa pode ser essa. Por isso, é tão importante manter os cuidados à saúde ativos e consultar o médico regularmente”, ressalta o nutrólogo Paulo Roberto de Souza.

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