Representantes da Regional da Celesc se explicam sobre as recorrentes quedas de energia em Camboriú

"Camboriú cresceu desordenadamente e a rede elétrica também", definiu o engenheiro

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Divulgação

Na tarde desta quinta-feira, 1º de junho, o Gerente Regional da CELESC, Pedro Paulo Molleri e o Engenheiro Luiz Carlos Xavier, estiveram nas dependências da Câmara de Vereadores para dar explicações sobre as recorrentes quedas de energia no município.

A reunião foi agendada para responder a requerimentos encaminhamos pelos vereadores Josué Pereira, Jane Stefenn, Amilton Bianchet (Mito) e Elcana Medeiros. Sobre os pedidos de colocação de postes em algumas ruas que ainda não possuem oficialmente o serviço, Pedro Paulo esclareceu que esta é uma responsabilidade da Prefeitura de Camboriú.

Já os requerimentos relacionados às frequentes quedas de energia e baixa tensão, o Engenheiro Luiz Carlos comentou os principais motivos para Camboriú hoje estar em 10º lugar no índice de qualidade de energia entre a região.

“Camboriú cresceu desordenadamente e a rede elétrica também”, definiu o engenheiro. O crescimento desordenado resultou em redes muito próximas a vegetação, materiais ultrapassados e compartilhamento irregular de energia.

O município possui 31.525 unidades consumidoras e é alimentado por três estações de energia vindos do Morro do Boi e do bairro Fazenda, em Itajaí. O bairro do Rio do Meio é abastecido pela estação da Itaipava, também de Itajaí.

Segundo dados da Celesc, Camboriú sofreu uma média de 15 quedas de energia em 2016, essas quedas resultaram em um tempo estimado de 19 horas sem abastecimento. As principais causas dessas faltas de luz são problemas com a vegetação na rede, obras da empresa, quedas de postes (geralmente por acidentes de trânsito) e por fim, objetos jogados na fiação.

Segundo Pedro, a vegetação não esta causando tantos estragos neste ano de 2017, afinal o problema com a empresa responsável pela poda de árvores foi solucionado e hoje Camboriú possui uma manutenção eficiente deste serviço. Para os representantes da Celesc o principal problema é a falta de conscientização por parte dos consumidores, que saltam pipa e outros objetos em locais de grande abastecimento elétrico.

A sobrecarga em transformadores, de acordo com Xavier, é resultado do rápido crescimento populacional. “Os bairros que mais apresentam sobrecarga são Santa Regina, Cedro, Areias e Tabuleiro, locais com aumento populacional freqüente”, afirmou. Porém, os representantes esclarecem que sempre que a sobrecarga é identificada, a empresa solicita imediata troca de equipamentos.

Em 2016, foram investidos pela Celesc R$102.000,00 em novos religadores para a Rua Guaraparim, no bairro Tabuleiro e Avenida Santa Catarina no centro. Já no bairro Monte Alegre, foram R$274.000,00 investidos na construção de uma Linha de Distribuição Tronco. A Celesc também instalou 39 novos transformadores em todo o município.

Segundo o gerente Pedro, a empresa pretende investir mais de 2 milhões de reais em religadores e novos alimentadores na rede de Camboriú, em 2017.

Além da questão da qualidade do serviço, a vereadora Jane Stefenn e o vereador Antonio Paulo da Silva Neto (Piteco), fizeram um requerimento para esclarecer a cobrança de doação na conta de luz de alguns moradores da cidade, destinados inicialmente para o Bombeiro Voluntários. “No inicio esta cobrança era feita para quem concordava em fazê-la, porém há cinco anos não há Bombeiros Voluntários em Camboriú, e as cobranças continuam”, esclareceu Jane.

Em resposta, Pedro afirmou não ter conhecimento desta cobrança, mas se comprometeu a buscar uma solução rápida para o problema.

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