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Restaurante impede entrada de casal com cão guia

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E-mail recebido na tarde de 29 de junho de 2011.

Prezado (a),

Meu nome é Marcos André Leandro. Sou Técnico Judiciário Federal, no Tribunal Regional do Trabalho de São paulo. Sou cego e utilizo na minha locomoção um cãoguia.

Estou escrevendo para denunciar um ocorrido em balneário Camboriu, do qual tive conhecimento. Trata-se de um famoso restaurante desta cidade que agiu com preconceito e discriminação, além de com desrespeito à legislação federal, ao impedir a entrada de um casal acompanhado por um cãoguia em treinamento. Vide a lei 11.126/05 e o decreto federal que a regulamenta, o decreto 5.904/06. Abaixo segue o e-mail deste casal para vosso conhecimento. Solicito porém que não fiquem apenas no conhecimento dos fatos, mas que publiquem o ocorrido, a fim de coibir este tipo de ação ilegal por parte dos maus empresários da gastronomia de Camboriu, que é uma cidade turística.

_____ _____

Olá Pessoal! Eu e meu marido moramos em Itajaí e passamos por uma situação este dia 10 de junho (sexta-feira) que gostaríamos de contar.
Por saber que o boca a boca é a melhor (ou pior) propaganda, envio este e-mail a todos que conheço. Somos voluntários da Escola de Cães Guias Helen Keller de Balneário Camboriu. A Escola está na cidade desde 2005, já entregou 3 cães gratuitamente aos cegos inscritos no programa e está treinando mais 10. Contamos com a competência do instrutor Fabiano Pereira, o único no país com formação neste treinamento pela Federação Internacional das Escolas de Cães Guias, para o adestramento destes cães.

O papel do voluntário na escola é ficar com o cão dos 2 meses até 1
ano e meio socializando-o, ou seja, nós o levamos em diversos locais para que se adapte às situações, garantindo sua preparação antes de ser entregue ao deficiente visual.

Para que isso ocorra da melhor maneira, foi criada a Lei Federal
11.126 e Decreto .904/2006, a qual assegura o direito, não somente do
deficiente visual, mas também do treinador e dos voluntários socializadores a ingressar e permanecer em qualquer ambiente coletivo acompanhados de cão-aprendiz. (Em anexo está a Lei na íntegra para que você tenha conhecimento).

Munidos da lei e seguindo todos critérios que a mesma solicita, fomos jantar em um restaurante em Balneário Camboriú. Ao tentar entrar no estabelecimento o funcionário que fica recepcionando os clientes não permitiu. Como já estamos acostumados com a falta de informação, até mesmo por ser uma lei nova no nosso país, explicamos com toda educação a nossa condição.

Resumindo, o funcionário foi extremamente grosseiro, solicitando que nos retirássemos do local, afirmou que a carteira de identificação da Escola de Cães que estávamos portando era falsa, repetindo a seguinte frase diversas vezes: “Vocês vem de Itajaí até aqui só pra arrumar confusão!” – a qual eu respondia com delicadeza: “Não senhor, nós viemos até aqui porque a sopa que vocês servem é excelente!”.

Frustrados com a postura do funcionário, solicitamos contato com o
dono do estabelecimento, utilizando toda gentileza de pessoas civilizadas.

Meu marido tentou informar o dono sobre a lei e as penalidades àqueles que não a cumprissem, mas foi em vão, o senhor Carlos não escutou nenhuma palavra e repetia a frase: “Cachorro não entra aqui!!
O que me deixa chateada não é a falta de informação das pessoas,
esta é completamente compreensível e conseguimos resolver com facilidade. Mas o NÃO ACEITAR novas informações é lamentável. Estávamos com a documentação correta, oferecendo a informação adequada para esta situação e, além de não sermos ouvidos, fomos agredidos verbalmente por estas pessoas.

Foi absurdamente indelicada a maneira com que fomos tratados.
A cada dia que isso acontece, percebemos a importância do nosso papel, para que o deficiente visual, quando receber o cão esteja com as portas abertas para estes estabelecimentos. Muitas vezes me pego pensando: “O que é mais difícil: treinar o cão a se comportar nos locais públicos ou treinar as pessoas a receber com dignidade e respeito o deficiente visual com sua “ferramenta de trabalho: o cão.”

O meu objetivo em expor esta situação a você é informar outras
pessoas que o cão guia, mesmo acompanhado de seu treinador ou voluntário socializador está assegurado PELA LEI FEDERAL a entrar em qualquer local (shopping, padaria, farmácia, mercado, etc).

Para não reforçar o costume que temos de apenas criticar e não
elogiar, gostaria de finalizar este e-mail com o agradecimento sincero aos locais que sempre nos deixam entrar com o cão aprendiz sem questionar e, além disso, com um sorriso no rosto por saber a importância do trabalho: Angeloni, Shopping Atlântico, Unimed Litoral, Gol, e tantas…

Gostaria de solicitar que todos encaminhassem este e-mail aos seus
contatos. Tendo em vista que a Escola pretende crescer e continuar ajudando muitos outros deficientes visuais, teremos cada dia mais cães-guias circulando pela cidade, as pessoas precisam conhecer!
Seria uma imensa gentileza e, sem dúvida alguma, compensaria a péssima situação que tivemos que enfrentar esta sexta-feira.

Muito obrigada, desejamos muito sucesso e saúde a todos, estão
convidados a conhecer a Escola pelo site www.caoguia.org.br orkut e facebook.

Grata, Silvia”

_____

É sempre assim. Os que recusam a entrada do cãoguia nos estabelecimentos são irredutíveis, burros ao extremo, e se recusam a respeitar a legislação, para depois vir com aquele papo de que não tinha conhecimento. Uma mentira deslavada, porque mesmo que não tivesse conhecimento, nós utilizadores de cãoguia, assim como este casal, sempre andamos com a lei, e sempre tentamos mostrá-la, sempre tentando explicar, e esses ignorantes, quando são mesmo preconceituosos sempre agem como este pessoal deste restaurantezinho de quinta. Sim, porque para mim, se um dono de um comércio é suficientemente burro e ignorante para se recusar a reconhecer um direito assegurado por uma lei federal, certamente não pode ser bom no que faz. Será que este restaurante resistiria a uma inspeção da vigilância sanitária? Será que está em dia com suas obrigações junto à prefeitura?

Além do mais, como se sabe, não se pode alegar desconhecimento das leis, para justificar o desrespeito a elas.

Francamente, Enxerga Brasil!


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