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Operação Dupla Face acaba em pizza na Câmara de Vereadores de Itajaí

A Comissão de Ética ainda não decidiu se vai ou não investigar a conduta dos cinco parlamentares indiciados

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Um ano e três meses depois da operação policial que resultou no indiciamento de cinco vereadores de Itajaí, a Comissão de Ética da Câmara nem mesmo abriu processo para investigar a conduta dos parlamentares – três deles chegaram a ser presos em 2015. Depois de questionar a lentidão dos processos e descobrir que eles nem mesmo haviam sido abertos, a vereadora Anna Carolina (PSDB) deve oficiar a justiça. “É inadmissível que cinco vereadores tenham sido indiciados por crimes de corrupção e a comissão destinada a zelar pela ética parlamentar não tenha nem mesmo iniciado uma investigação, é por esse tipo de comportamento que o cidadão honesto está tão desacreditado da política”, lamenta Anna Carolina.

A operação Dupla Face foi deflagrada pelo Gaeco em agosto de 2015 e revelou um grande esquema de corrupção na administração municipal de Itajaí que envolvia, principalmente, a Secretaria de Urbanismo. Na época os vereadores Douglas Cristino da Silva (PSD), Nabor Afonso Arruda (PMDB) e o suplente Sadi Antônio Pires (PP) foram presos, junto com outros membros do alto escalão do governo. Já os parlamentares Laudelino Lamim (PMDB) e Osvaldo Gern (PP) não chegaram a ser detidos, mas foram investigados pela polícia e Ministério Público. Ao todo 23 pessoas foram indiciadas pela justiça por crimes que vão desde advocacia administrativa até corrupção ativa, passiva e associação criminosa.

Em maio de 2016, quando a justiça acatou a denúncia do MP, a Mesa Diretora da Câmara enviou os documentos para a análise da Comissão de Ética. Seis meses depois, a Comissão ainda não decidiu se vai ou não investigar a conduta dos cinco parlamentares.

Em outubro, ciente da demora da apresentação dos relatórios da Comissão de Ética, a vereadora Anna Carolina oficiou a presidência da Câmara e também a presidência da própria Comissão, que informou que todas as cinco denúncias já tiveram a defesa prévia dos acusados, mas que ainda aguardam “juízo de admissibilidade”. O que significa que a Comissão ainda não decidiu se vai abrir as investigações ou não.

Faltando pouco mais de um mês para o fim do ano e do mandato político, a expectativa é que a suposta participação de cinco parlamentares de Itajaí em um dos maiores escândalos de corrupção da administração municipal passe a brancas nuvens. “Durante todo esse tempo esses vereadores continuaram recebendo seus salários e dois deles, inclusive, se candidataram para voltar à Câmara. Apesar de todos os escândalos, é como se nada tivesse acontecido. Isso é zombar com a população, que espera um parlamento ético e comprometido com a verdade”, afirma Anna, que pretende oficiar o Ministério Público.


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