Restauração da Casa da Cultura poderá iniciar na próxima semana em Itajaí

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A Construtora e Incorporadora Desterro, de Florianópolis, venceu, no final da tarde de hoje (14), o processo licitatório para a recuperação, restauração e conservação da Casa da Cultura Dide Brandão. Segundo informações da Secretaria da Administração, a ordem de serviço no valor de R$ 1.272.793,82 deverá ser entregue já na próxima semana.

A informação repercutiu muito bem entre a classe artística itajaiense, que comemora a preservação da memória e do patrimônio da cidade. “Estamos muito contentes com o resultado e ansiosos para o início da obra”, comemora o Superintendente da Fundação Cultural de Itajaí, Age Pinheiro.

O prédio da Casa da Cultura Dide Brandão é tombado pelo patrimônio histórico do Município e do Estado e está fechado desde abril de 2008 por falta de condições físicas e estruturais de uso. O atraso no processo de recuperação e restauro se deu em função do projeto elaborado em 2008 estar incompleto e de a primeira tomada de preços não apresentar empresas interessadas.

De acordo com o Superintendente da Fundação Cultural de Itajaí, com a restauração, serão criados novos espaços, como um Café, com extensão no pátio para mesas e palco para apresentações. O prédio deverá, ainda, abrigar o Conservatório Itajaiense de Dança e retomar a tão freqüentada Sala de Leitura, Galerias de Exposições, Salas para oficinas, e demais espaços já existentes.

A Casa – A Casa da Cultura foi inaugurada em 1982, onde então funcionava a Escola Básica Victor Meirelles. O prédio foi cedido ao Município pelo Governo do Estado para suprir uma necessidade da comunidade de Itajaí: a criação de um centro não formal de educação voltado às artes e à cultura.

Nestes 28 anos de existência, esteve ligada aos mais variados eventos da cultura itajaiense e catarinense, destacando-se a Mostra Itajaiense de Teatro, Festival de Música de Itajaí, Mostras de Danças, o Cidade Revelada – Encontro sobre Patrimônio, Arquitetura e Turismo, entre outros.

A Casa da Cultura mantém duas galerias de exposição e um auditório, onde são mostradas diversas formas de atividades artísticas, dando espaço para artistas locais e de outras regiões, oportunizando intercâmbios culturais e a troca de experiências. Tem também pinacoteca, Cinemateca, Biblioteca e espaços de Apoio como Sala de Espetáculos e Galeria.

Quem foi Dide Brandão – José Bonifácio Brandão, o J. Brandão, conforme autografava seus trabalhos artísticos, ou Dide Brandão, como toda Itajaí o conhecia e o chama, foi pintor, desenhista, gravurista, entalhador e escultor – e o mais notável artista plástico itajaiense.

Fez curso de pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, depois vieram as primeiras exposições, e recebeu o batismo de fogo e obteve uma “menção honrosa” no V Salão Municipal de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, em 1952.

De volta à sua cidade natal, fez sua primeira individual em 1955, nos salões da Sociedade Guarani. Seguiram-se outras 18 exposições coletivas e 17 amostras individuais em várias cidades brasileiras. Sua obra projetou-se nos meios artísticos nacionais com a conquista de inúmeros prêmios.

Em Brasília, inaugurou a Galeria de Arte “Banga”, local de referência obrigatória na capital federal; cidade onde foi também sócio-fundador da Associação de Artistas Plásticos e recebeu o título de “emérito professor”. Em 1974, participou do “Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos”, organizado por Carlos Cavalcanti.

Dide Brandão faleceu em 1º de fevereiro de 1976, aos 52 anos, num acidente automobilístico na BR-101, município de Penha (SC), em companhia de seu irmão, o escritor Arnaldo Brandão e outras duas irmãs.

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