Complexo Portuário registra recorde histórico em julho

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O Complexo Portuário do Itajaí registrou em julho o melhor desempenho mensal de sua história. Foram movimentados 96,22 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêineres de 20 pés). Com o resultado obtido no sétimo mês do ano, a movimentação acumulada do Complexo soma 578,02 mil TEUs, o que resulta em um avanço de 13% sobre igual período de 2010. Se analisado o fluxo das cargas, os volumes de importações registrados no sétimo mês do ano superaram as exportações. Reflexo da atual conjuntura econômica, com o real supervalorizado.

O desempenho da APM Terminals foi de 46,16 mil TEUs, sendo 15,96 mil TEUs em cargas de importação e 14,48 mil TEUs em cargas de exportação, ficando a diferença por conta dos contêineres vazios, que entre embarques e desembarques somaram 15,72 mil TEUs. A Portonave, por sua vez, apresentou uma movimentação total de 50,06 mil TEUs, sendo 17,04 mil TEUs em cargas de importação e 15,36 mil TEUs em cargas de exportação. As operações com contêineres vazios somaram 17,65 mil TEUs. Os números serão apresentados na reunião do Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí nesta sexta-feira, 12.

Em tonelagem, o Complexo do Itajaí movimentou 995,58 mil toneladas, com avanço de 12% em comparação com igual período de 2011. Já no ano as operações do Complexo somam 6,048 milhões de toneladas, com a média mensal de 864,12 mil toneladas.

No mês, o Complexo recebeu 91 escalas de navios full contêiner de longo curso, nove escalas de navios full contêiner de cabotagem e quatro escalas de navios de carga geral, somando 104 escalas. De janeiro a julho foram registradas 742 escalas, ante 700 escalas em igual período do ano passado. O crescimento no número de atracações neste ano é de 6%.

“Na análise estatística das escalas semanais de navios full contêiner do período, constata-se que a maioria esmagadora dos serviços vem mantendo a média de quatro escalas mensais, o que sinaliza um baixíssimo índice de cancelamento. Um ponto extremamente favorável ao nosso Complexo, quando confrontado com nossos concorrentes, que dispõem de menos berços de atracação para esse tipo de navio”, explica o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham.

O executivo considera os números obtidos até agora pelo Complexo em 2012 como extremamente positivos. “Porém, devemos ter cautela nos próximos meses, pois pairam sobre o comércio exterior incertezas diversas decorrentes dos problemas econômicos mundiais e que afetam de maneira muito expressiva nossos principais parceiros comerciais, como os Estados Unidos e a Europa, com os quais atualmente mantemos uma balança comercial razoavelmente equilibrada”, acrescenta.

Com relação ao trade com a Ásia, cujo fluxo principal se dá no sentido da importação, Grantham diz que tem que se estar atento a algumas medidas restritivas que vêm sendo impostas pelo governo brasileiro e a uma possível desaceleração de suas economias.

Balança comercial – Com relação à balança comercial catarinense, segundo estatísticas divulgadas pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), as exportações do estado catarinenses somaram US$ 5,11 bilhões no acumulado do ano até julho. O valor é 19,2% maior que o registrado em igual período em 2010. Entretanto, mesmo com o crescimento dos embarques, a balança comercial segue com saldo negativo de US$ 2,96 bilhões, puxado pelo crescimento de 28,3% (US$ 8 bilhões) das importações no mesmo período.

De janeiro a julho, dos dez principais produtos exportados pro Santa Catarina, oito registraram alta, com destaque para carne de frango, motores, transformadores e geradores elétricos, carne suína, blocos de motores, preparações alimentícias e grãos de soja. As exportações pelo Complexo Portuário do Itajaí seguiram a mesma tendência, com destaque para as cargas de congelados.

No sentido inverso, dos dez principais produtos mais importados por Santa Catarina, nove tiveram aumento. Entre os catodos de cobre, polietilenos, fios de fibras de poliésteres e pneus novos para ônibus, caminhões e automóveis e laminados de ferro e aço decresceram 16,6%

Carnes – As exportações de carnes do Brasil recuaram em julho, cedendo ao peso do câmbio valorizado e diante do embargo russo a alguns frigoríficos do Brasil, que começa a afetar as vendas da indústria após quase dois meses de seu início. Realidade que preocupa o mercado catarinense e também a Autoridade Portuária de Itajaí, que tem nas exportações de aves congeladas o carro chefe do Complexo Portuário homônimo.

Segundo informações da União Brasileira de Avicultura, os embarques de carne de frango em julho recuaram para 276,9 mil toneladas, uma queda de 12% na comparação com o mês anterior. O presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, disse que o recuo em julho não surpreendeu. “No período em que o dólar esteve derretido, a indústria perdeu mercado europeu e japonês, por causa do câmbio. E teve o problema com o mercado russo”, explicou. A preocupação agora é que as exportações do produto entrem em declínio.

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