ARXO adota navegação de cabotagem para reduzir gastos com transportes entre SC e PE

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A ARXO – empresa do ramo metal-mecânico com matriz em Balneário Piçarras (SC) está migrando seu frete de matéria-prima do modal rodoviário para o sistema de cabotagem.  O objetivo da ação é reduzir gastos com transportes, minimizar riscos de sinistros – causados em grande parte pelas condições precárias das rodovias – e contribuir para a preservação do meio ambiente. Em média, com o processo de transferência de carga entre as unidades da empresa por navios, a redução de gastos com transportes oscila entre 30% e 50%. Em setembro, a ARXO transferiu 460 toneladas de cargas, número considerado alto, já que a média mensal varia entre 350 toneladas e 450 toneladas.

O diretor comercial e de marketing da ARXO, Cidemar Dalla Zen, explica que o processo de transferência de carga do modal rodoviário para o naval começou em 2011, com dois serviços por mês. Hoje, o número de embarques varia de três a cinco contêineres/mês, sendo que cada um carrega em média 28 toneladas de chapa de aço. “Falando em conceito logístico, trata-se de uma transição multimodal, que mistura transporte marítimo e rodoviário, coerente para grande distância e volume de produto”, destaca Cidemar.

Com a utilização do modal naval, a carga é transferida da matriz de Balneário Piçarras até o Porto de Navegantes, no Complexo Portuário do Itajaí, onde é colocada em um navio para Suape (PE). De Suape, é transportada pelo modal rodoviário até a filial da ARXO de Cabo de Santo Agostinho, e futuramente também para Vitória de Santo Antão, local que está sendo construída a nova unidade fabril da empresa em Pernambuco.

Hoje, 30% da transferência de carga da empresa é marítima, mas  a tendência é de que este número aumente. A meta ARXO é superar os 50% com a transferência de carga em, no máximo, seis meses. “O processo demanda um pouco mais de planejamento por conta do tempo de viagem ser um pouco mais demorado se comparado com o rodoviário, mas ao final compensa a redução de impactos financeiros e ambientais”, acrescenta Cidemar. O tempo de transporte pelo modal rodoviário é de uma semana, enquanto que na cabotagem gira entre 10 e 15 dias.

Sobre a ARXO

Com matriz em Balneário Piçarras, em Santa Catarina, e filial em Cabo do Santo Agostinho, na Grande Recife (PE), a ARXO conta com escritórios em São Paulo (SP) e em Assunção, no Paraguai, além de uma rede de representantes no Brasil e Mercosul. Em 2012, a empresa faturou R$ 106 milhões, com previsão de ampliar em 2013 para R$ 135 milhões, ampliando o volume de produção de aço processado de 14,5 mil toneladas/ano para 16 mil toneladas/ano.

Atualmente, dos 38 mil postos de combustíveis existentes no Brasil, 70% utilizam tanques jaquetados ecológicos da ARXO. Fundada em 1967 como Soldas Pereira, a ARXO vem ampliando sua atuação e expansão, tornando-se uma referência no setor metal-mecânico brasileiro. Em 2001, a empresa passou a se chamar Sideraço e, em 2003, conquistou a Certificação INMETRO, a ISO 9000. Em 2005, foi inaugurada a unidade de Recife (PE), e em 2006, a de Balneário Piçarras (SC), que dois anos depois passou a ser a matriz da empresa. Desde 2009, passou a se chamar ARXO, que, em latim, significa armazenar/manter “ARX”.

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