Vereador e secretário de segurança protagonizam bate-boca no plenário da câmara

"Carimbador maluco", "analfabeto em segurança pública", "analfabeto é a sua mãe", foram algumas das farpas trocadas

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Castanheira chamou Probst de “carimbador maluco”.

O vereador Nilson Probst (PMDB) e o secretário de segurança Antônio Gabriel Castanheira protagonizaram um polêmico bate-boca na noite desta terça-feira (5), no plenário da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú.

Tudo começou quando em determinado momento Castanheira declarou que “sensação de segurança não é segurança, sensação de segurança é irresponsabilidade”. Em seguida disse “quando alguém falar em sensação de segurança, tira ele, porque ele não entende nada”.

Probst parece ter se ofendido com a declaração de Castanheira. “Olha, eu com 32 anos de profissão de segurança, eu fico perplexo. Eu acho que não trabalhei na segurança em Santa Catarina. No Paraná deve ser melhor a segurança”, respondeu em tom de deboche ao usar a tribuna, pelo fato de Castanheira ter vindo do estado paranaense.

Após Nilson concluir a sua fala, Castanheira respondeu à altura. “Já que o senhor não foi tão cortês comigo, eu também não serei muito cortês com o senhor. Seus 32 anos de polícia que  o senhor alega que tem, pra mim o senhor não passa de um carimbador maluco. O senhor serviu para dar alvará. No dia que o senhor tiver tiro de fuzil no corpo, o senhor venha falar comigo, porque o senhor é um analfabeto em segurança pública”

“Analfabeto é a sua mãe”, esbravejou Probst, que continuou aos gritos, mas com o microfone cortado, momento em que o presidente da Câmara, Roberto Souza Jr (PMDB), precisou intervir, pedindo que o secretário não proferisse palavras de baixo-calão. “Mas quando ele se referiu a minha mãe, acho que ficamos no zero a zero, né?”, questionou Castanheira.

Outra declaração que parece ter tocado em alguma ferida do Nilson, foi quando Castanheira disse que nunca deixou um companheiro seu morrer em confronto. “Nunca!”, exclamou. Neste momento o vereador Nilson começou a ter um chilique, gritando e batendo na mesa, precisando da intervenção do presidente mais uma vez.

Castanheira voltou ao discurso dizendo que em nenhum momento xingou Nilson, mas que o vereador estava gritando com ele e o ofendendo. “Mas eu queria ver se ele encurtasse essa distância que nós temos de tribuna, se o senhor falaria assim comigo”, disse em tom de imposição de respeito.

A discussão só teve fim após o vereador Arlindo Cruz (PMDB) pedir questão de ordem, solicitando ao presidente que suspendesse a sessão caso o bate-boca continuasse.

Para concluir, Castanheira pediu desculpas aos vereadores e se justificou dizendo que foi insultado várias vezes na câmara sem ter o direito de resposta. “E fui insultado mais uma vez hoje quando o vereador Nilson alega que ‘no Paraná deve ser diferente’, que ‘no Paraná deve ser isso’. Então ele tá me tratando de uma maneira desrespeitosa, sim. Ele me tratou de uma maneira desrespeitosa, várias vezes ele veio aqui e me ofendeu dentro dessa tribuna. Eu não desrespeitei vereador nenhum que estava falando. Ele foi a tribuna e me desrespeitou mais uma vez, falando que no Paraná deve ser diferente. Eu simplesmente respondi, simplesmente respondi. E minha mãe foi ofendida aqui. E nem por isso eu tô tão bravo. E não alterei meu tom de voz em momento nenhum”, finalizou.

Veja o vídeo na íntegra:

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