Polícia em Balneário Piçarras vai investigar causas do acidente que matou três na BR-101

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A Polícia Civil em Balneário Piçarras investigará as circunstâncias do acidente causado pelo motorista de uma caminhonete Hilux que trafegava no sentido Sul-Norte, da BR-101. O acidente, que aconteceu no domingo, às 17h50min, resultou na morte de três jovens e deixou outras quatro pessoas feridas.

O condutor da caminhonete atravessou um canteiro de retorno, invadiu a pista contrária da BR-101, na altura do km 97, e bateu de frente contra dois carros e outros três veículos se envolveram na batida.

Entre os feridos, está o motorista da caminhonete, Carlos Roberto Lienstadt, 43 anos, que permanece internado no Hospital Dona Helena. O estado dele é considerável estável e ele ainda deverá se apresentar à polícia para prestar depoimento sobre o acidente.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal de Barra Velha, o veículo não colidiu, nem freou, antes de invadir a pista contrária. Por isso, consta no boletim de acidente de trânsito da PRF que a colisão teria sido causada por “velocidade incompatível”.

Como o velocímetro não travou, não há marcas de freada e veículos de passeio não possuem tacógrafo (equipamento que registra a velocidade), a PRF não pode afirmar que ele estaria acima do limite permitido no trecho (110 km/h). Mas desmente versões de algumas testemunhas que afirmaram que que a caminhonete teria colidido com outro automóvel antes de invadir a BR-101 na contramão.

Joinville comovida

Esta segunda-feira foi de comoção, em Joinville. As três ocupantes do Honda Fit (primeiro veículo atingido pela caminhonete), que morreram no acidente, eram joinvilenses. Elas estudavam na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e seguiam em direção à Florianópolis, para o que seria mais uma semana de aula.

A motorista, Fernanda Germano Turino, de 28 anos, teve o sonho de tornar-se médica interrompido. Família e amigos se despedem na Capela Mortuária Borba Gato e o enterro foi realizado às 16 horas.

Mariana Falk dos Santos, que estava no banco da frente, tinha apenas 19 anos. Pesava 40 quilos, tinha 1,52m de altura, e pelo porte, chegou a se confundida com uma criança. Mas a pequena Mariana, segundo a mãe, Margareth Falk, era uma menina madura, estudiosa e tinha grandes planos, como estudante de jornalismo. O enterro foi realizado às 16h30, no Cemitério Municipal.

A outra passageira que não resistiu aos ferimentos e morreu no local era Janaína da Silva, que aos 24 anos estava cursando o último ano do mestrado em Física, na UFSC. O velório foi realizado na capela do Cemitério São Sebastião, no Iririú, e o enterro aconteceu às 17 horas.

Uma quarta ocupante do Honda Fit, Fernanda Marta Patrícia Costai, de 24 anos, permanece internada no Hospital Marieta Konder Bornhausen e está fora de perigo.

Os ocupantes do outro veículo destruído no acidente, um Senic com placas de Joinville, também se feriram. O motorista, Ademar Fisher, passou por cirurgia ortopédica, está estável, e continua internado no hospital da Unimed. A mulher, Rosemere Fischer, recebeu alta nesta segunda-feira, durante a madrugada.

Motorista vai prestar depoimento à polícia

O motorista Carlos Roberto Lienstadt, 43 anos, foi conduzido pelas equipes de resgate ao Hospital Dona Helena, em Joinville, onde permanece internado. O estado dele é considerável estável e ele ainda deverá se apresentar à polícia para prestar depoimento sobre o acidente. Ninguém da família quis se manifestar.

– Ele responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar) e lesões corporais, mas isso não significa que ele será responsabilizado e punido, até porque a causa do acidente não foi apurada e o motorista pode ter sofrido um mal súbito, por exemplo – explica o delegado da Polícia Rodoviária Federal, Everson Feuser.

No relatório da Autopista Litoral Sul, concessionária responsável pela rodovia, consta apenas que o veículo se perdeu e invadiu a pista contrária.

Quanto à segurança no trecho, a Autopista informa que cabe a PRF e à Polícia Civil apurar as causas do acidente. De acordo com a PRF, o trecho não era considerado um ponto crítico da rodovia e a incidência de acidentes é baixa naquela região.

Fonte: AN.COM.BR e DIARIO.COM.BR

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