Porto de Itajaí tem déficit de 11 milhões de reais e busca reestruturação para enfrentar crise

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A reunião sobre a situação atual e financeira do Porto de Itajaí foi marcada por polêmicas. O encontro, que ocorreu na Câmara de Vereadores do município na noite desta quarta-feira, 10, contou com a presença do superintendente da autarquia, Antônio Ayres dos Santos Junior.

Além de explicar sobre como o porto está enfrentando a crise financeira, Ayres também respondeu sobre as demissões de cargos comissionados na superintendência e falou o que muitos já especulavam: o Porto de Itajaí está com as contas no vermelho. Segundo ele, o porto tem um déficit nas contas, que se acumula desde 2008. A dívida chega a R$ 11milhões.

Para resolver o problema em longo prazo, o Porto de Itajaí anunciou que precisa adequar sua estrutura em comparação aos outros portos do país, arrendando mais dois berços públicos e fazendo, de forma emergencial, uma nova bacia de evolução para receber navios maiores. Também, segundo o superintendente, será preciso aumentar o valor das tarifas para cada operação feita dentro do terminal.

O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina (Sindaesc), Marcello Petrelli, se posicionou no plenário da Câmara: “Todo o setor de comércio exterior e de logística já é prejudicado. Esse é o segundo reajuste neste ano, quando outros portos fazem apenas um aumento no ano. Além disso, o terminal de Itajaí já cobra valores até mais altos do que o cobrado no terminal de Navegantes”.

Petrelli também deixou claro que aumentar ainda mais as tarifas para exportadores e importadores não irá beneficiar o Porto de Itajaí. Isso deve fazer o efeito contrário. “ Com esse reajuste, o Porto cria mais um problema: uma insegurança no mercado. Quem utiliza o serviço acaba tendo receio de contratar o trabalho em Itajaí porque um dia se pratica um preço e depois outro. O cliente planeja com antecedência os custos da operação e não pode ser surpreendido por esses reajustes”, diz o presidente do Sindaesc, que deixa claro o pessimismo com relação ao comércio exterior na região em 2015.

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