Complexo Portuário de Itajaí dobra volume movimentado no semestre

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O Complexo Portuário do Itajaí praticamente dobrou os volumes movimentados no primeiro semestre deste ano, em relação ao igual período de 2009. Foram embarcadas e desembarcadas 4,73 milhões de toneladas de mercadorias, o que representou um avanço de 96,44%. Em TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um container de 20 pés), o volume acumulado no período alcançou 423,76 mil, com incremento de 78% sobe o período compreendido entre janeiro e junho do ano passado.

Tomando como base os números relativos ao primeiro semestre, as operações no Porto Público e demais terminais já ultrapassaram 50% da meta estipulada para este ano, de 800 mil TEUs e 8,35 milhões de toneladas. “Esse volume será recorde histórico para o Complexo e consolidará o Porto Organizado de Itajaí novamente na segunda posição do ranking brasileiro de movimentação de contêineres, atrás apenas de Santos, que é o maior porto do Brasil”, afirma o diretor comercial do Porto.

Para o superintendente do Porto, o cenário é de grande otimismo, uma vez que o Teconvi/APM vem registrando aumento significativo nos serviços e escalas em Itajaí, o que cria uma tendência de aumento ainda maior no segundo semestre deste ano. O presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí, Anselmo Souza, também está com boas perspectivas para o Complexo no segundo semestre. “A economia brasileira está pulsando e existe uma expectativa do comércio e indústria de aumento entre 15% e 20% nas vendas para fim de ano, o que deve impactar sensivelmente no aumento das importações a partir dos próximos meses”, complementa.

Cenário atípico – Se analisadas apenas as operações de junho deste ano, observa-se um avanço de 59% com relação a junho de 2009. Entretanto, em comparação com o mês anterior, o complexo apresentou uma redução nos volumes operados, passando de 91,2 mil TEUs em maio, para 70,58 mil TEUs em junho. Em tonelagem, os volumes operados no último mês somaram 760,17 mil toneladas, ante as 879,77 mil toneladas registradas em maio.

A maior queda se deu na movimentação de contêineres vazios, com 41%. Na exportação de contêineres cheios o recuo foi de 12,5% enquanto na importação a retração chegou a 9,2%. “Em maio tivemos grandes operações de desembarque de contêineres vazios, principalmente os reefer, para atender o reposicionamento de mercado”, explica Robert Grantham.

No que diz respeito às atracações, o Complexo apresentou uma discreta redução, de 108 escalas no mês anterior, para 101 escalas no mês de junho. Destas escalas, 49 foram na Portonave [com decréscimo de 6 escalas, comparativamente a maio] e 43 escalas no Teconvi/APM Terminals/Porto Publico [acréscimo de uma escala]. As demais reduções foram nos terminais a montante, com destaque para navios reefer que não registraram nenhuma escala. “Neste contexto, porém, destaca-se positivamente o crescimento de 11,7% nos volumes exportados pelo Teconvi/APM Terminals/Porto Público”, diz Grantham.

“Essa queda na movimentação refletiu-se em nossa arrecadação que teve um decrescimento de 7% com relação ao mês anterior”, informa o diretor financeiro. Entretanto, segundo o diretor, os índices não chegam a ser preocupantes, uma vez que os números apurados em maio foram atípicos.

De acordo com pesquisa da consultoria internacional Macquarie Global Container Index, no mercado global, o mês de maio deste ano apresentou alta de 18% na movimentação de contêineres. Outro fator que alavancou as operações no período foi que em abril o Complexo ficou sem operar por sete dias, o que provocou um excedente de cargas para o mês subseqüente.

Otimismo – O significativo avanço nas importações, principalmente de produtos provenientes do continente europeu, em função da baixa cotação do euro, complementa o cenário de otimismo do setor. Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra que a receita total de compras externas do Brasil originadas dos países da zona do euro subiu para US$ 11,715 bilhões, de janeiro a maio. Foi o maior valor dos últimos dois anos, 29,6% acima do apurado em 2009 no mesmo período [US$ 9,038 bilhões] e 4,6% a mais do que o registrado nos primeiros cinco meses de 2008, antes da crise global [US$ 11,198 bilhões]. E a tendência é que as importações desses países continuem subindo, segundo a Secex.

Outro fator que gera otimismo em nosso Complexo são as novas escalas que vieram para Itajaí [Teconvi/APM Terminals] no semestre e também o novo serviço anunciado para julho. Em maio o Porto ganhou dois joint services, para o continente asiático e ligando a costa leste da América do Sul e o Mediterrâneo, inéditos. Já a partir julho o serviço ASAS II ligará Itajaí à Ásia, África do Sul e Costa Leste da América do Sul, operado por joint service entre as empresas armadoras Hamburg Süd, Maersk Line e Aliança Navegação e Logística. Trata-se do segundo anel de um serviço já operado pelo joint, criado em razão do pico sazonal verificado no trade e que deve prosseguir até novembro de 2010.

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