Manifestantes protestam contra obras na Estrada da Rainha

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Foto: Fernando Carnevalli
Foto: Fernando Carnevalli

Uma manifestação foi realizada contra as obras da estrada da Rainha, em Balneário Camboriú, na manhã do último sábado (20). Dezenas de pessoas vestidas de vermelho e carregando cartazes e faixas com os dizeres “Salvem a Rainha” estiveram presentes no local.

Durante o protesto, os moradores da cidade abraçaram esse morro em um ato simbólico e partiram em caminhada pela avenida Atlântica até a praça Almirante Tamandaré, no centro da cidade. Além da manifestação, um abaixo assinado está sendo divulgado pelos manifestantes contra as obras e já reúne mais de 4 mil assinaturas.

Apesar dos protestos, em contato com a imprensa a Secretaria do Meio Ambiente da cidade afirmou que o local não é uma área de preservação ambiental, como alegam os manifestantes. A prefeitura emitiu uma nota oficial dizendo que as obras estão de acordo com a lei e foram aprovadas por todos os órgãos competentes.

“As obras que ora seguem no local estão sendo efetivadas sob orientação técnica e visam, além de dar o acesso aos terrenos lindeiros à estrada da Rainha, também e principalmente dar suporte e garantir que não haja mais movimentações de terra no local, dando estabilidade ao morro, o que por certo, minimizará e muito a possibilidade de ocorrerem danos pessoais e materiais”, afirmou a administração municipal, em nota.

Uma das três construtoras que viabiliza a obra do empreendimento tem o secretário do Planejamento Urbano Auri Pavoni como dono.

“Eu não era secretário quando essa obra foi aprovada. Além disso, não é uma área de conservação. Ela segue rigorosamente o que manda a lei. Não tem nada de ilegal”, defendeu-se Auri. “O que querem fazer é uma questão politica visando me atingir. A Justiça contratou perito, concordou com a obra e atende exigências técnicas e todas as leis. E como a obra é muito visível e teve uma grande retirada de terra, as pessoas mal informadas se aproveitaram disso. O apelo ambiental é muito forte e choca, mas ninguém iria fazer algo que não fosse necessário”, afirmou.

De acordo com a Defesa Civil municipal, em 2005, quando a estrada foi pavimentada, a via também teve sua localização modificada. Porém, a estrada foi feita sem uma “contenção”, ficando encostada no morro. Com o excesso de chuvas, em 2011, a via rachou, causando perigo aos motoristas.

“Foram feitas intervenções junto à Secretaria de Obras, como canaletas para escoamento da água, drenos na parte de baixo para não deixar a área encharcada, etc. Porém, nas últimas chuvas apresentou novos problemas”, explicou Diogo Catafesta, diretor da Defesa Civil. Porém, de acordo com a própria Defesa Civil, o empreendimento “ajuda na contenção da estrada”.

Mesmo com a lei a favor da prefeitura e das construtoras, os moradores buscam pressionar a administração municipal e prometem entrarm com uma ação popular para paralisar as obras.

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