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Um talento escondido na arte de educar

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boi
Boi de Mamão feito pela professora Rosicléia e seus alunos de dois anos.

Se pararmos para perceber durante nossa vida, notaremos vários talentos ao nosso redor. Seja na música, pintura, literatura, no designer entre tantos que renderiam várias linhas para explanação.

Mas hoje trago até vocês uma professora que poderia ser considerada também uma artista. Escondida no seu dia a dia de trabalho na arte de educar com arte. Sim, porque é através de seu trabalho com reciclagem, com seus alunos, que percebi a artista que é.

Rosicléia de Freitas Laus, ou simplesmente Rosi, trabalha há mais de 26 anos na área da educação. Professora, pós-graduada (sua formação vai desde Curso de Educação Infantil e Séries Iniciais e Gestão na Educação. Atualmente, está cursando Pós-Graduação em Contação de Histórias), também poderia ser chamada de artista.

Em todos os seus trabalhos, ela utiliza material reciclável. E é através deste material, onde simples garrafas pets viram o Boi de Mamão, um balão a voar no céu, bolsinhas enfeitadas para as meninas, um piercing de cortina para o quarto da criançada, saquinho de lixo para o carro… Enfim, o que a imaginação da professora e de seus alunos mandarem.

Sua História

Rosi entrou para o magistério em 1983. Formou-se dois anos depois, começando a lecionar na educação infantil no dia 7 de março no CEI Euclides Ciriaco Meirinho, no Promorar I – ela lembra o dia, mês e ano que começou!

A escolha da profissão deu-se por gostar de cuidar de crianças e também pela necessidade de ajudar em casa, visto que seu pai havia falecido há pouco tempo. “Desde o início sempre fui de aproveitar alguns materiais, transformando-os em algo. Gosto de trabalhar o concreto com as crianças. Mesmo sabendo que elas podem imaginar mais se elas tiverem uma noção do que estamos falando, elas poderão imaginar de uma forma mais real”.

“O meu trabalho como professora há 26 anos é tudo para mim. Adoro o que faço e, principalmente, com esta faixa etária. Não é muito fácil a rotina que temos, mas é o que eu gosto de fazer e o importante é fazer o que gostamos, com responsabilidade” – Rosicléia de Freitas Laus.

Sua Inspiração

A inspiração para criar seu trabalho é feita através de pesquisa em revistas ou pela sua própria criatividade. “Eu penso: se posso fazer com reciclado para quê vou utilizar outro material?”

Ecologicamente falando, pensa também que é material que ninguém quer. “Penso: vai tudo para o lixo, por que não aproveitar este material para ensinar e ajudar a natureza que está precisando da nossa colaboração?”

Mesmo sabendo que cedo ou tarde, seus trabalhos irão à sua maioria fora pensa que, até isso acontecer, a criança já aprendeu, brincou, pintou e cantou.

Ela nos conta que mesmo sendo crianças tão pequenas (a faixa etária de seus alunos varia de um ano a dois anos de idade), elas gostam de ajudar a fazê-los. Tem consciência quando são elas que pintam, que enchem as garrafas de retalhos para ficarem pesadas. “A minha inspiração e incentivo vem da satisfação que as crianças transmitem quando acabam de realizar um trabalho, mesmo utilizando somente as pontas dos dedos na tinta”, fala Rosi.

Reconhecimento pelo seu trabalho Rosicléia não ganhou. Até já tentou se inscrever em algumas premiações, mas diz que encontra dificuldades e se expressar no papel. “Eu sei inventar, criar, copiar, aproveitar vários materiais, mas o que importa para algumas categorias (premiações) é o escrito e, neste ponto, não sei passar para o papel o que é necessário. Mas, o importante é o reconhecimento das crianças que pedem para levar os trabalhinhos para casa”.

Para aqueles que desejam fazer trabalhos com este tipo de material, vai da dica da professora Rosi: “para trabalhar com reciclado, tem que gostar de manusear algum tipo de material e também ter o dom. Não adianta querer fazer se não gosta ou não leva jeito. O que eu faço, não escondo de ninguém. Sempre mostro, explico como fazer e não me recuso a ensinar”.


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