Falhas na ESTAR (Estacionamento Rotativo)

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Recebi a informação que a falta de organização na ESTAR, está prestes a acabar. Funcionários com baixo desempenho nas vendas serão colocados em áreas com baixo fluxo de veículos estacionados. Tal medida será tomada devido a baixa arrecadação. Basta aguardar os próximos dias para ver se realmente a informação procede.

Isso seria muito bem vindo, assim os condutores que estacionam nas vagas do Estacionamento Rotativo não mais precisarão correr atrás dos famosos cartões, que de tão difícil de encontrar, comércios em Balneário Camboriú  já estão cobrando ágil sobre o valor do cartão, um exemplo é o quiosque 14 que o vende por R$ 1,50. Outros comércios na Av. Atlântica chegam a vender até pelo dobro do preço R$ 2,50. Recebi a informação que existem comércios que regulam o preço conforme a cara do cliente.

Diante de tais informações saí à rua para ver como estava o serviço. A análise foi feita na parte da tarde, período em que as reclamações são mais freqüentes. Reparei que os funcionários trabalham livremente e sem nenhuma fiscalização, presenciei agentes do Estacionamento Rotativo vendendo seus cartões para os comércios, função que não cabe a eles e sim à um funcionário especifico da ESTAR que deveria estar os atendendo, pois os comerciantes que revendem os cartões o compram por R$ 1,125 (Compra direta da ESTAR), o que dá uma margem de lucro de 10% para o comércio. Tal fato deixa claro o motivo que muitos comércios o venderem com ágil de até 100%, a falta de fiscalização é evidente.

No primeiro dia (sexta-feira) percorri da rua 3800 ao Pontal Norte. encontrei ao longo do trajeto apenas sete agentes. Da rua 3800 até a rua 2300 apenas um, da rua 2300 até a Av. Central três agentes numa distância de 150m cada um, outro na altura da rua 1001 e os dois últimos estavam conversando na altura da rua 1301 (foto). O que me leva a crer que quem fez a distribuição do pessoal nada entende de logística, ou os funcionários tinham abandonado seus postos de serviço. No retorno quando passava pelo Quiosque 04 presenciei uma Agente do ESTAR repassando cartões para o Quiosque, nada demais se não fosse dois blocos (20 cartões), e mais fatos semelhantes ao longo do trajeto. Percebi que de cada 10 carros estacionados em média 04 possuíam os cartões. Iutro ponto que chama a atenção e dá a impressão que proprietários de quiosques estão isentos de cartões, pois é raro ver o veículo de um deles com os referidos cartões, e na maioria quando o possuem, a data não bate ou não estão riscados.

Av. Da Lagoa

Hoje quando passei novamente, foi a mesma distribuição de pessoal, porém não fui até o Pontal Norte. Não eram os mesmos agentes, já que existe um rodízio. Um ponto que me chamou a atenção foi um senhor, que deve estar próximo dos 65 anos, conhecido com o Papai-Noel, que é funcionário da ESTAR. Fiquei admirado com a força de vontade que ele tem de trabalhar anda de um lado para o outro,  entusiasmo que deveria servir de exemplo aos mais novos que ficam escorados pelos bancos ou param na rua 51 para assistirem televisão, aos que hoje estavam em baixo de uma barraca da ESTAR montada na Av. da Lagoa (foto), ou aos que vão para casa dormir, ou em horário de serviço saem para resolver assuntos pessoais, pagarem suas contas, etc, fatos que já presenciei.
Tamanho desânimo dos funcionários se dá por alguns motivos, entre eles o baixo salário, para um município que tem um custo de vida altíssimo. Outro fator é o fantasma do desemprego, pois boatos surgiram que com o último relatório apresentando um prejuízo de R$ 40 mil, alguns funcionários teriam que ser desligados. O outro ponto é comum entre empresas de Balneário Camboriú, já que os funcionários da ESTAR, não são ocupantes de cargos efetivos, muitos estão de olho nos seus FGTS´s e no Seguro-desemprego e por isso estariam apresentando um péssimo desempenho na expectativa de serem demitidos.

Mas vale ressaltar que os fatos mencionados acima não justificam o déficit declarado no valor de R$ 40 mil,  não se justifica pois em um único dia nas redondezas da Igreja Santa Inês, chega a ser vendido cerca de 400 cartões, isso em um único dia e em um único ponto. Imagine se somar o município inteiro. Já que a ESTAR está apresentando um prejuízo desta amplitude, é inexplicável existir pessoas interessadas em sua licitação. Tal déficit seria mais uma jogada para que a empresa fosse repassada unicamente para uma empresa? Os próximos dias se dará a resposta.

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