(Opinião): Bolsonaro acerta em ir à programas de entretenimento, mas erra quando se esquiva dos críticos

A postura de “o bom filho a casa torna” é louvável, mas quando vai chegar a hora de encontrar os críticos?

⚠ As matérias assinadas e publicadas pelos colunistas são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Click Camboriú.

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Lucas Machado é jovem e residente de Balneário Camboriú. Gosta de falar sobre entretenimento, comportamento, política e cultura pop. O único problema é que ele é jornalista.

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Na madrugada de ontem, o público que acompanha a tela do SBT pôde mais uma vez prestigiar a figura de Jair Bolsonaro em uma entrevista simpática e em tom descontraído, dessa vez no talk-show The Noite do apresentador Danilo Gentili (assista abaixo⬇).  

Apenas nesse mês de maio, o presidente do Brasil participou de quatro entrevistas em programas de entretenimento, três delas da emissora de Silvio Santos.

Além de Gentili, Bolsonaro gravou entrevistas com (a velha amiga) Luciana Gimenez, Ratinho e o próprio Homem do Baú – todas no mesmo tom agradável, beirando a assessoria de imprensa e defendendo a agenda do governo federal.

Ainda que se dê melhor apenas fazendo suas piadas do que entrevistando, Gentili foi o que melhor questionou o presidente, mesmo que tenha feito naquela vibe de conversa de boteco. Ganhou até o mérito de fazer o ‘capitão’ chorar quando pergunta sobre o episódio da facada.

Quando Bolsonaro se propõe à farofa dos programas de auditório, o saldo é positivo. A imagem de autoridade máxima do poder executivo é humanizada e o público enxerga-o como figura acessível. Isso me faz lembrar da memorável participação de Barack Obama no The Ellen Degeneres Show. Na época, meados de 2009, o presidente dos EUA arriscou até em dançar junto com a apresentadora do programa – marca registrada de Ellen. E quando foi que vimos que Dilma e Lula fazerem algo parecido na TV quando tiverem a oportunidade?

A postura de “o bom filho a casa torna” que o presidente adota retornando aos programas de TV que antes o acolheram quando ainda era deputado é louvável, mas quando vai chegar a hora de encontrar os críticos (lê-se Rede Globo de Televisão) de peito aberto e com a mesma disponibilidade?

Seria incrível, por exemplo, ver o jornalista Pedro Bial em uma entrevista com Bolsonaro em um clima um pouco mais sério, ainda assim acompanhado do espetáculo que é o “Conversa com Bial”, ou em um tom mais debochado, no Greg News da HBO, com todas as suas posições esquerdistas em contraponto.

O embate entre governo e mídia crítica sempre será saudável para política. O público vibra, comenta, a repercussão toma conta no dia seguinte, o debate é estimulado e a nossa democracia agradece pela pluralidade de vozes.  

Por LUCAS MACHADO
jornalista
DRT 0006544/SC

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Click Camboriú

Assista à entrevista:


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