Colégio Peart: ascensão, auge e queda da maior escola particular de BC

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Prédio da escola em 1997 (Revista Realeza / Reprodução)
Prédio da escola em 1997 (Revista Realeza / Reprodução)

A história do Colégio Peart começou no dia 19 de março de 1978, quando uma instituição de ensino idealizada por Elizabeth Amélia Rodrigues Tomio, inaugurou na rua 902, número 514, no centro de Balneário Camboriú.

Inicialmente, era somente uma escola de crianças de 0 a 6 anos e, em 1983, de forma gradativa, foi implantado o 1º grau. Nesse mesmo ano, o colégio passou a adotar o Método Positivo de Ensino, que acompanhou o colégio até o seu fechamento. Elizabeth faleceu em 1985, e a família decidiu vender a escola logo depois.

Em 1987, Ângela Cecília Rohenkohl e Sônia Maria de Souza Barriola assumiram a direção da escola, decidindo batizá-la de PEART (Professora Elizabeth Amélia Rodrigues Tomio), em homenagem à falecida fundadora.

Em 1995, a escola se mudou para a rua 1500, nº 1837, onde ficou até o seu fechamento.

Entre 1998 e 2001 o colégio ganhou o Prêmio Podhium de melhor escola particular da cidade. Haviam aulas extras de desenho, pintura, ginástica rítmica, xadrez, teatro, espanhol, italiano e dança.

Apesar do sucesso do Colégio, haviam muitos problemas para enfrentar: a inadimplência dos pais, o salário dos professores que não eram pagos e a irresistível ascensão do Colégio Unificado na época.

Mesmo assim, em 2000 iniciaram os cursos pré-vestibular e supletivo. Em 2001, os problemas financeiros do colégio começaram a transparecer. Não teve jeito: o número de alunos começou a diminuir, sendo transferidos para as escolas concorrentes.

Alegando estar doente, Ângela foi embora e por meio de um agiota, a professora Daniela Lourenço Voigt foi contratada para ser a diretora da escola no final de 2004.

Vários professores já tinham ido embora por causa dos salários atrasados. Daniela então contratou outros professores, reformou a pintura do colégio, mas o dinheiro se esgotou e a situação parecia ser irreversível.

Em outubro de 2005, foi emitida a ordem de despejo devido as dívidas com o aluguel, sendo anunciado para os alunos que a escola iria encerrar as atividades no dia 21 daquele ano.

A escola possuía um acervo com pouco mais de 60 fitas de vídeos com eventos da escola e vários álbuns que contavam com mais de 8000 fotos. Todo material infelizmente desapareceu, somente os históricos escolares foram preservados, ficando aos cuidados do SINEPE (Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina) em Florianópolis.

Durante algum tempo a escola ficou abandonada, até que em meados de 2007 o prédio foi alugado para o Colégio Energia, onde está até hoje.

* Com informações de Richard Lopes Correia.


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