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Marisa Zanoni insinua que Piruka é gay enrustido e esquenta clima de sessão

Segundo a vereadora petista, Piruka assumiu "pautas que são de consenso da sociedade preconceituosa, machista, homofóbica", e o culpou por políticos como Bolsonaro e Trump se elegerem

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Marisa foi dura em suas palavras, criticando Piruka pelo seu posicionamento na tribuna.
Marisa foi dura em suas palavras, criticando Piruka pelo seu posicionamento na tribuna.

Na noite desta terça-feira (22) a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú foi palco de um debate sobre a última parada da diversidade que ocorreu no município. A caminhada que aconteceu no último dia 13, durante o feriado nacional da proclamação da república, parou o trânsito da avenida atlântica por mais de quatro horas e engessou mais de dez policiais militares durante toda a tarde do domingo.

Segundo as palavras do vereador Leonardo Piruka (PP), a cidade precisa refletir se é benéfico para Balneário Camboriú parar o trânsito de nossa principal avenida panorâmica, a Avenida Atlântica, durante um feriado que a cidade estava repleta de turistas. “As pessoas que vêm para cidade buscam conforto, tranquilidade e uma cidade preparada para os receber. O fechamento por uma tarde inteira da Avenida Atlântica traz transtornos. Parar a avenida para uma passeata de 250 pessoas, indiferente de quem sejam elas, prejudica dezenas de milhares de pessoas que usariam a avenida”, declarou o vereador.

A vereadora Marisa Zanoni (PT), ferrenha defensora dos movimentos LGBT, ocupou a tribuna depois de Piruka e foi dura em suas palavras, criticando o edil pelo seu posicionamento na tribuna, inclusive questionando sua sexualidade, insinuando ser homossexual enrustido. “O senhor dizer que aquelas pessoas incomodavam? incomodavam a quem? incomodavam porque talvez o senhor no seu íntimo deveria estar lá?”, questionou.

Segundo a vereadora petista, Piruka assumiu “pautas que são de consenso da sociedade preconceituosa, machista, homofóbica”, e o culpou por políticos como Bolsonaro e Trump se elegerem. “Não é por acaso que elegemos bolsonaros, trumps, que elegemos bancadas fundamentalistas”, falou exaltada na tribuna da casa legislativa. “Você está com a mão no gatilho. As suas mãos estão sujas de sangue, sim, queira você ou não. Estão, porque você não está fazendo a defesa do combate a violência a essas pessoas”, discursou Zanoni. Ao final do tema livre, Piruka e Marisa trocaram olhares fulminantes e passaram o resto da sessão sem dirigir a palavra um ao outro.

A parada da diversidade não recebeu autorização do prefeito municipal para acontecer, porém a entidade que realiza o evento buscou na justiça e conseguiu uma liminar autorizando a caminhada. Segundo os organizadores, o evento foi realizado e foi um sucesso, mesmo não recebendo o apoio financeiro da prefeitura e de nenhuma boate do segmento.


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