A VIDA NÃO TÁ VALENDO NADA 1

Um homicídio na madrugada do último sábado (28) em Florianópolis chocou aos catarinenses, principalmente ao jovens, frequentadores de casas noturnas, e aos seus pais. Um jovem, que ainda tinha uma vida inteira pela frente, e buscava apenas se divertir naquela noite, teve sua vida ceifada após esbarrar sem querer em outro rapaz dentro do banheiro. Esse outro rapaz, incomodado com o esbarrão, jogou no chão o copo de vidro que carregava consigo e, com um caco, cortou a jugular da vítima, que morreu no local.


 

A VIDA NÃO TÁ VALENDO NADA 2

Três dias depois foi a vez de Balneário Camboriú registrar um homicídio tão banal como aquele. Um homem de 32 anos morreu após levar várias pancadas na cabeça, depois de se envolver em uma confusão em um posto de combustível em plena Avenida Brasil. Foi tudo muito rápido, semelhante ao crime de Florianópolis.


 

A VIDA NÃO TÁ VALENDO NADA 3

As duas mortes tem muito em comum. Não foram premeditadas, e aconteceram por causa de uma raiva momentânea, de um instante de descontrole emocional, que durou menos de um minuto.


 

A VIDA NÃO TÁ VALENDO NADA 4

Contar até 10, respirar fundo, e deixar a raiva passar, é um bom exercício para a paciência. Fica a dica.


 

A VIDA NÃO TÁ VALENDO NADA 5

O que mais assusta, é que poderia acontecer com qualquer um. Me assusta pensar que poderia ser eu. Me assusta a possibilidade de o amanhã não existir por causa de uma banalidade. Me assusta saber que a vida não está valendo nada.


 

A VIDA NÃO ESTÁ VALENDO NADA 6

Enquanto escrevia esse texto, tocava aqui nas caixas de som do meu computador a música Cartas ao Remetente, da banda Rosa de Saron. “Se Deus te desse só o amanhã pra sentir o que nunca sentiu, sentiria? Se de fato fosse mesmo o último adeus, onde há de estar o seu amor? E, assim, viva como quem soube que vai morrer. Morra como quem um dia soube viver”.


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