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Plano Diretor é aprovado por unanimidade na Câmara de Camboriú

Agora, o projeto volta ao executivo para ser sancionado

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sessao camara camboriu 27 06 2017
Divulgação

Em uma sessão marcada pelos protestos das monitoras municipais, os vereadores aprovaram por unanimidade dos presentes os projetos do Plano Diretor de Camboriú. Agora, o projeto volta ao executivo para ser sancionado.

Os vereadores comemoraram a decisão. Jane Stefenn (REDE) comentou os impasses que nortearam toda a trajetória do Plano Diretor. “Este projeto resultou a maioria dos mandados que hoje estão sendo cumpridos em Camboriú. Muitas emendas feitas pensando no bolso e não no bem da cidade foram propostas. Fico feliz de hoje aprovar este projeto sem emendas e principalmente, por garantir o futuro do nosso município”, defendeu a vereadora.

Já o vereador José Simas (DEM), destacou que os vereadores devem tomar as decisões na Casa Legislativa pensando que cada ação refletirá na vida de cada cidadão. “Os vereadores tem que votar conscientes, sabendo que aqui vão morar nossos filhos, nossos netos e precisamos ter responsabilidade nesta função de fiscais de Camboriú”, comentou.

A presidente da Câmara de Vereadores, Márcia Regina Freitag (PSDB) lembrou que desde o inicio de 2017 os quinze vereadores eleitos estavam engajados a dar um novo rumo ao Plano Diretor. “Parabenizo hoje, Rodrigo Morimoto, que elaborou o projeto com responsabilidade e ao poder executivo que teve a preocupação de retomar o Plano Diretor em sua forma original e dar continuidade ao trabalho do antigo governo, em prol de Camboriú” concluiu.

Monitoras

Durante os pronunciamentos no grande expediente, os vereadores em sua maioria comentaram a decisão da Secretaria de Educação de exigir o cumprimento das 40 horas de trabalho para o cargo de monitor da rede municipal de ensino.

No inicio do mês de junho, o Ministério Público determinou à Prefeitura a imediata adequação do horário dos servidores, sob pena de adoção das medidas judiciais cabíveis. Em seguida, o secretário de Administração, Ramon Jacob, acatou a medida e determinou a reestruturação para carga de 40 horas semanais para a Educação Infantil.

Assim, começou um grande debate entre o Sindicato dos Servidores Públicos de Camboriú, as monitoras e a Secretaria de Educação. Após inúmeros impasses a Secretária, Alecxandra Vitorassi, anunciou, em reunião na Câmara de Vereadores, na tarde de terça-feira (27), que manteria a decisão das 40 horas de trabalho.

Após a decisão, as monitoras continuaram nas dependências da Câmara de Vereadores e durante a sessão ordinária gritaram palavras de ordem que demonstraram a insatisfação com o atual governo. Renata Chagas, monitora há 10 anos em Camboriú, comentou que na próxima quinta-feira será realizada uma assembléia entre a classe para definir o início da greve.

Os vereadores John Lenon Teodoro (PSDB), Inalda do Carmo (DEM), Márcio Roberto Muller (DEM) e Vilson Albino (PV) também demonstraram indignação quanto à atitude da Secretaria de Educação. “Fizeram-nos de palhaço! Ficamos uma hora e meia debatendo o assunto sendo que o executivo já tinha uma decisão. Eles nem nos ouviram, desrespeitaram a classe das monitoras e dos vereadores” discursou a vereadora Inalda, usando um nariz de palhaço entregue pelas monitoras.

Durante o intervalo da sessão os vereadores ouviram individualmente as monitoras e presenciaram a manifestação da classe.


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