Comissão de Portos se manifesta contrária a movimentação de soja no Porto Público

O presidente da Comissão, vereador Robison Coelho (PSDB), recomendou que sejam estudadas alternativas

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Davi Spuldaro / divulgação

A Comissão de Complexos Portuários, Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista da Câmara de Vereadores de Itajaí apresentou nesta quinta-feira (20) o relatório final sobre a Audiência Pública referente aos berços três e quatro e a possível movimentação de carga a granel (soja) no Porto de Itajaí. Em seu parecer final o presidente da Comissão, vereador Robison Coelho (PSDB), definiu como prioridade os esforços do Poder Executivo para a conclusão das obras dos berços públicos e recomendou que sejam estudadas alternativas: para que a movimentação de soja aconteça através dos Terminais Privados (TUPs) à montante do Rio Itajaí-Açu próximos à BR-101, e a utilização de barcaças, que causariam menos impacto ao município.

O parlamentar também reiterou a importância de que a bancada catarinense pressione com urgência os gestores federais para a prorrogação imediata do contrato com a APM Terminals, empresa que detém a concessão dos serviços nos berços um e dois no Porto de Itajaí.

“Tivemos consenso de que a vinda da soja só seria positiva se fosse movimentada através dos TUPS ou barcaças e que, de maneira nenhuma, viesse pelo acesso terrestre, tendo em vista que as nossas ruas não suportariam mais de 300 caminhões por dia, além dos que já trafegam, podendo inclusive inviabilizar a carga conteineirizada”, afirma o parlamentar.

A Audiência Pública aconteceu no dia 27 de março e lotou o plenário da Câmara de Vereadores. No relatório, a Comissão reiterou as preocupações levantadas pela comunidade como a falta de infraestrutura viária para suportar o aumento significativo do tráfego de veículos pesados, a poluição da cidade, o impacto ambiental e também o impacto negativo para o turismo, além do desestímulo à vinda de novas cargas em conteiner.

“Cargas a granel como a soja podem trazer benefícios através de taxas ao Porto de Itajaí apenas a curto prazo, mas penso que prejudicaria ainda mais o nosso terminal portuário ao longo dos anos e impactaria sobremaneira negativamente o dia-a-dia dos itajaienses”, acredita Robison.

O vereador, que é também trabalhador portuário há 20 anos, destaca que a vinda da soja poderia repelir as cargas de contêiner, que trazem maior valor agregado aos trabalhadores e a todo o trade logístico. “Essa é a especialização da nossa rede de serviços e são essas cargas que precisamos trabalhar para trazer de volta à Itajaí, temos ainda como boas opções cargas gerais como madeira, bobinas e veículos, por exemplo”, afirma.

Além de Robison Coelho, assinaram também o relatório os demais membros da comissão, os vereadores Eduardo Kimassa (PRP) e Sérgio Murilo Pereira (PP). O parecer será encaminhado ao Poder Executivo, a quem sabe a decisão.

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