Donos de joalheria eram vítimas dos bandidos baleados em tiroteio

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A residência da Rua Tailândia, que foi assaltada na manhã desta segunda-feira, onde desencadeou a perseguição e tiroteio com duas mortes e quatro feridos, pertence à família Loch, proprietária de rede de joalheria e ótica.

Segundo o empresário Julio Guilherme Hack, por volta das 8h, ele e a esposa estavam saindo para trabalhar, na Joalheria e Ótica Loch, localizada na Avenida Brasil, quando foram rendidos na garagem por um bandido encapuzado. O homem portava uma arma de fogo automática.

O casal foi levado para dentro da casa, onde mais dois bandidos, também armados e encapuzados já aguardavam. “Eles queriam dinheiro e jóias, mas não guardamos dinheiro em casa”, disse Júlio.

Aos bandidos foram entregues pouco mais de R$ 1 mil que estava na carteira do empresário e mais R$ 800 que estavam com a esposa. Logo depois, os bandidos levaram o casal até a casa do sogro de Julio, Orlandino Loch, que fica no mesmo terreno. Eles bateram na porta e o sogro abriu, sendo também rendido.

Enquanto um bandido vigiava todas as vítimas, os outros dois criminosos, que se comunicavam a todo o momento com pessoas que estavam do lado de fora, foram até a parte superior da residência e roubaram muitos pertences. “Nós só escutávamos o barulho das coisas sendo quebradas e caindo no chão. Eles fizeram muita bagunça”, conta a vítima.

Logo depois, os criminosos desceram as escadas com duas malas lotadas de produtos do roubo. Julio não soube precisar tudo que foi levado. Mais uma vez eles subiram e desta vez voltaram com as duas filhas de Júlio, que estavam dormindo, uma de 18 anos, que também foi presa com algemas de plástico, e a irmã, de seis anos, a única a não ser algemada.

“Ele disseram que levariam como refém eu e minha esposa para a loja, mas eu consegui convencê-los a desistir. Disse que lá haviam câmeras e que as jóias não ficavam expostas e que eles já tinham bastante coisa”, lembra Júlio.

Os bandidos concordaram com Júlio, mas na hora de deixar a residência disseram que fugiriam no carro dele, um Jetta, placas MJB-9969 (Balneário Camboriú) e que o levariam como refém. “Na garagem eles desistiram de me levar, mas me amordaçaram, amarram meus pés e mãos e me deixaram dentro do carro do meu sogro e foram embora”, conta.

De acordo com Júlio, logo depois ele conseguiu abrir a porta do veículo, e pulou até a janela da cozinha. “Minha filha de seis anos me viu. Ela era a única que não tinha sido amarrada, então abriu a porta”, lembra.

Segundo a vítima, os bandidos sabiam muito bem da rotina deles e tudo que haviam feito no final de semana. “Eles sabiam aonde o meu sogro tinha ido comprar carne no domingo, e que pedimos pizza a noite”.

O TIROTEIO – Após se libertarem, as vítimas acionaram a Polícia Militar e em seguida iniciou uma perseguição. Na Avenida das Flores os bandidos foram interceptados. O Jetta foi alvejado por mais de 30 disparos. Os criminosos correram a pé. Um caiu morto alguns metros depois, o outro ainda conseguiu entrar no carro de um senhor, trafegou por alguns metros quando viu que ele já estava morto. “Ele disse: me tira daqui, me tira daqui. Já estava praticamente morto”, disse Gilmar Lins Caldas, 53, que se preparava pra voltar para sua residência em Curitiba.

O assaltante também foi baleado pelos policiais e morreu dentro do veículo. No confronto, os policiais Rodrigo e Gilson José Schroeder, ambos foram baleados no joelho e o soldado Antônio Carlos Batista, o único a passar por procedimento cirúrgico foi alvejado nas nádegas. Seus companheiros foram atendidos e liberados no hospital.

Um terceiro bandido também foi baleado, na cabeça, e foi internado em estado grave no Hospital Santa Inês, mas precisou ser transferido para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí pra realizar tomografia.

Os bandidos ainda não foram identificados pela polícia que continua a investigação.

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