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Camboriú já tem 29 escolas na Rede de Segurança Escolar

Programa da Polícia Militar coloca comunidade escolar em contato direto com a PM por meio de grupos no WhatsApp, patrulhamento na escola e visita do policial uma vez por semana

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Camboriú já tem 29 escolas na Rede de Segurança Escolar
Divulgação

Guilherme Lazzarotto de Oliveita tem sete anos e sonha em ser policial. “Quero ser policial para defender e proteger as pessoas”, diz com convicção. Ele estuda na Escola de Campo do Braço, na área rural de Camboriú. Uma vez por semana, recebe junto com os colegas e professores a visita do soldado Ricardo José Bizatto, responsável pelo atendimento às escolas na Rede de Segurança Escolar – programa institucional da PM de Santa Catarina que foi iniciado no dia 14 de junho em Camboriú e já incluiu 29 unidades de ensino da cidade.

Com o objetivo de fortalecer vínculos com a comunidade e prevenir crimes e infrações no ambiente escolar – e em volta dele – a Rede de Segurança Escolar segue procedimentos que incluem o contato direto com as escolas por meio de grupo no WhatsApp, patrulhamento nas ruas ao redor da escola e visitas semanais do PM responsável pelo programa.

As escolas inseridas na Rede também colocam uma placa de identificação em local visível. Segundo a diretora Elisandra da Silva, da Escola Municipal Básica Clotilde Ramos Chaves, tudo isso reforça a sensação de segurança. “No começo do ano, tínhamos pessoas que ficavam no entorno da escola na entrada e saída dos alunos, de manhã e à tarde, muitas vezes causando tumulto. Com a ronda, as placas de identificação e a participação na Rede, de 80 a 90% desses problemas foram resolvidos”, relata.

Proximidade e afeto também se aprende

Segundo o soldado Bizatto, da 1ª Cia da PM em Camboriú, na primeira visita às escolas que entram para a Rede de Segurança é possível sentir o estranhamento por parte das crianças. “A primeira reação é um misto de curiosidade e receio. Querem saber por que a PM está lá, o que está acontecendo”, relata. Com a presença frequente do policial na escola, porém, esse sentimento se transforma em expectativa e amizade. “São crianças que vão crescer sem uma imagem truculenta do policial, porque se acostumam a vê-lo sempre equipado e como um amigo. Estamos sempre passando, dando e recebendo carinho. O carinho das crianças é a maior motivação desse trabalho. É um trabalho de muita alegria”, defende.

A professora Fabiana Lazzarotto, responsável pela Escola de Campo do Braço, também compartilha da ideia. “A Rede desmistifica a imagem da PM junto aos alunos, que aprendem a sentir segurança em relação à figura do policial na sociedade. Se no começo ficavam receosas de se aproximar, hoje ficam entusiasmadas e esperam com ansiedade a visita”, conta. Bizatto também comenta que é comum algumas famílias usarem a imagem do policial para amedrontar as crianças. “Sempre que vemos essas situações, pedimos aos pais que não ensinem a ter medo da polícia. Porque se a criança vê o policial como um malfeitor, em quem ela vai se espelhar? Agora se a criança confia no policial, vai deixar de confiar em quem não deve”, reforça.

Prevenção com foco no futuro

Em sua última visita à Escola de Campo do Braço, na terça-feira dia 8, o PM Bizatto levou livros do Proerd para os pequenos do pré-escolar ao 3º ano colorirem. Em frente à escola, a viatura estacionada. Enquanto coloriam, analisavam as roupas do policial esticavam-se para espiar pela janela e conferir as cores corretas da viatura. “Você é todo marrom!”, uma delas comentou, antes de colorir o desenho de um policial. “O carro da polícia tem cinza, tem verde e branco!”, outra completou.

Na hora de dar tchau ao soldado, ficaram tristes e o fizeram prometer que voltaria. Assim como o Proerd – Programa de Prevenção às Drogas e à Violência – a Rede de Segurança Escolar busca reforçar junto às crianças a preocupação em se manterem seguras, saudáveis e responsáveis.

“Já estamos trabalhando com o futuro. A cidade está crescendo rapidamente e aumento da população geralmente vem acompanhado da necessidade de mais escolas, mais serviços públicos e também tendência de aumento no crime e infrações. Então vamos trabalhar agora com os pequenos, as crianças, os adolescentes. Vamos pensar lá na frente e prevenir isso”, conclui Bizatto.

No censo do IBGE realizado em Camboriú em 2010, a população da cidade era de pouco mais de 62 mil habitantes. Em 2016, a estimativa do Instituto é que o número de camboriuenses tenha chegado a quase 77 mil habitantes. As projeções ainda são de um crescimento acelerado para os próximos anos. Para fazer parte da Rede de Segurança Escolar, as escolas devem entrar em contato com a Polícia Militar, que instrui sobre como funciona o programa.

Confira a lista de escolas camboriuenses que já estão na Rede de Segurança Escolar

Associação Lar Maternal Bom Pastor
C.E.I. CAIC
C.E.I. Judite Da Rocha Dalago
C.E.I. Professora Alcimar de Souza Vieira
C.E.M. Abelardo Torquato Rosa
C.E.M. Tânia Regina Garcia
CAIC Jovem Ailor Lotério
CECAM
Centro Educacional Nana Neném
Colégio Visão
E.B.M Domingos Fonseca
E.B.M. Anita Bernardes Ganancini
E.B.M. Clotilde Ramos Chaves
E.B.M. Lucinira Melo Rebelo
E.B.M. Professor Artur Sichmann
E.B.M. Professora Ivone Teresinha Garcia
E.E.B. Alcuino Gonçalo Vieira
E.E.B. Prefeito Amadio Dalago
E.E.B. Professor José Arantes
E.E.B. Professor Mario Garcia
E.E.B. Professora Maria Terezinha Garcia
Escola de Campo Adolfo Ovidio Coppi
Escola de Campo do Braço
Escola de Campo Hercílio Zimmermann
G.E.M. Abalor Américo Madeira
G.E.M. Andrônico Pereira
G.E.M. Marlene Pereira Zuchi
G.E.M. Professor Joaquim Magalhães
Recriarte


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