Programa Juro Zero já emprestou R$ 102,47 milhões aos Microempreendedores Individuais de Santa Catarina

Foram 36.214 operações realizadas; inadimplência não chega em 1%

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chiodiniArtigo: Economia que cresce a partir da BASE
Por: Carlos Chiodini – Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina

A sensibilidade de um governo pode ser a mudança necessária que um Estado procura para continuar competitivo, gerando renda, emprego e, principalmente, mantendo ativa sua economia. Muita gente desconhece, mas 96,2% das empresas catarinenses são micro e pequenas empresas (MPEs) e de microempreendedores individuais (MEI), que empregam cerca de 1 milhão de pessoas e correspondem a 32% do PIB. Nos últimos dez anos, as MPEs foram responsáveis por 90% do saldo de geração de empregos no Estado. Concluímos que a função deste segmento é também com a questão social pela manutenção dos empregos. São números relevantes, especialmente no momento difícil que vive o país, esses serão responsáveis por movimentar a economia.

Em 2011, o governo Raimundo Colombo trouxe à tona um programa para financiar aquele empresário que vivia na informalidade, mas trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, pagar os estudos dos filhos e não conseguia crescer por não ter acesso a uma linha de crédito. A ideia pioneira ganhou forma, nome e principalmente a confiança dos catarinenses. Quatro anos se passaram e o programa Juro Zero é uma referência nacional, emprestou R$ 102,47 milhões aos MEIs atingindo todos os 295 municípios catarinenses. Foram 36.214 operações realizadas, num total de 164 mil MEIs formalizados em Santa Catarina. As mulheres se destacam representando 51,17% dos empréstimos.

Esse dinheiro é injetado automaticamente na economia, na compra de matéria-prima, na ampliação de negócios e, além disso, no sonho dessas pessoas, que possuem espirito empreendedor, mas que precisavam de uma ajuda de verdade para conseguirem crescer, ou até mesmo para se manterem no mercado. Com o programa o MEI pega emprestado R$ 3 mil, divide em oito parcelas e, se pagar em dia, a última prestação, que seriam os juros, é quitada pelo governo catarinense. Um sistema que demonstra sua eficácia, já que a inadimplência não chega em 1%.

Estima-se que cada R$ 1 emprestado, resulta R$ 3 reais injetados na economia. A conta é simples, se o MEI para de comprar no comércio da cidade, o empresário reduz o tamanho do pedido, automaticamente o transporte que antes era feito duas vezes por semana, passa a ser a cada 15 dias, o transportador recebe menos e a indústria desacelera. Isso influencia em toda uma cadeia produtiva, que no fim, move nosso Estado e nossos municípios. O Juro Zero é hoje uma política consolidada, que será mantida e ampliada.

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