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Operação “Terra prometida” investiga 60 pessoas por corrupção em Camboriú

GAECO está cumprindo sete mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão

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terra prometida
Vereador, ex-vereadores, ex-secretário da fazenda e executivos de loteadora estão entre os presos.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Camboriú, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a operação Terra Prometida. Estão sendo cumpridos no momento sete mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios particulares e órgãos públicos, nos Municípios de Camboriú, Balneário Camboriú, Bombinhas, Ilhota, Itapema e Tijucas. Estão sendo apurados crimes de concussão, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros.

A operação Terra Prometida é resultado de uma investigação iniciada no ano de 2015 com base em notícia-crime recebida pelo GAECO de Itajaí, cujo conteúdo indicava que vereadores do Município de Camboriú estariam recebendo vantagens indevidas para promoverem alterações no plano diretor municipal que beneficiassem, sobretudo, empresários ligados ao ramo de loteamentos imobiliários. Nesse sentido, estão sendo investigadas as condutas de aproximadamente 60 pessoas.

Estão entre os presos o vereador Antônio Paulo da Silva Neto (Piteco), o ex-vereador Carlos Alexandre Martins (Xande), o ex-presidente da Câmara de Vereadores Marcio Aquiles da Silva (Marcio Kido), o ex-secretário da Fazenda Sérgio Luiz Venâncio e os executivos da loteadora G.Lafitte Gelson e Gilson Laffitte Neto. Buscas aconteceram na casa da ex-prefeita Luzia Coppi Mathias e da atual presidente da Câmara de Vereadores de Camboriú, Márcia Freitag.

A operação

“Terra Prometida” contou com o apoio de aproximadamente 50 policiais integrantes dos Grupos Regionais dos GAECO de Itajaí, Chapecó, Lages, Blumenau, Joinville, Criciúma e Florianópolis, além de Promotores de Justiça que integram o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.

A operação foi denominada “Terra Prometida” em razão de que parte dos pagamentos de propina oferecidos e pagos aos servidores públicos investigados era realizado por meio da entrega de lotes até então pertencentes às empresas beneficiadas pelo esquema criminoso.


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