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Pontes de Itajaí não recebem vistoria ou manutenção há uma década

A confirmação é da própria secretaria de obras, através de uma resposta a um requerimento

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Foto: Adelaine Zandonai
Foto: Adelaine Zandonai

Há pelo menos 10 anos nenhuma ponte de Itajaí recebe qualquer vistoria ou serviço de manutenção preventiva por profissionais qualificados para o trabalho. A confirmação é da própria secretaria de obras, através de uma resposta a um requerimento da vereadora Anna Carolina Martins (PSDB). A informação mostra total descaso da administração municipal com as estruturas e põe em cheque a segurança da população. Nesta semana a parlamentar irá protocolar no Ministério Público (MP) uma denúncia sobre a falta de inspeção nas travessias de Itajaí. Anna também requereu oficialmente que o município, através da secretaria de obras e da Defesa Civil, elabore e execute continuamente um plano de inspeções e manutenções preventivas e corretivas em todas as pontes da cidade.

Itajaí é cortada por dois grandes rios, o Itajaí-Açu e o Itajaí-Mirim, e teria 10 pontes, não fosse uma ter caído em dezembro e outra, da rua Jacob Ardigó, não ter sido concluída até hoje. Mesmo com um grande número de travessias, de acordo com o secretário de obras, Tarcízio Zanelatto, o município não tem nenhum tipo de programa de vistorias e manutenção preventiva. “Isso comprova a falta de zelo da administração municipal com a segurança da população”, frisa Anna Carolina, que já denunciou agentes públicos pela queda da Tancredo Neves, em dezembro do ano passado.

A preocupação maior da parlamentar é com as pontes Wilson Kleinubing e a da Nova Brasília, que passaram a receber um fluxo muito mais intenso de veículos, desde a queda da Tancredo Neves. “Essas travessias estão sobrecarregadas e a falta de manutenção é extremamente preocupante”, afirma. Através de uma indicação, Anna também solicitou que a prefeitura ponha em prática um plano de inspeção e manutenção preventiva e corretiva das pontes. “É algo básico, que já deveria estar sendo feito, como não o fazem, requeremos oficialmente e levamos a sugestão também para o MP, para que force o executivo a cumprir seu papel”, critica.

De acordo com o próprio secretário de obras, as vistorias são realizadas por engenheiros da pasta, que não são especializados em pontes, e nunca produziram nenhum tipo de laudo.

 

Ponte da ASPMI preocupa Defesa Civil

Outra ponte que chama a atenção por desníveis na pista é a Francisco Queiroz de Almeida, popularmente conhecida por ponte da ASPMI. A situação da travessia que fica em uma das principais entradas da cidade preocupa a Defesa Civil do município. Atendendo a uma indicação de Anna Carolina, os técnicos da Defesa Civil constataram que a pista apresenta rachaduras no asfalto e desníveis significativos. O relatório não constatou problema estrutural grave que justificasse sua interdição imediata. No entanto, os técnicos recomendaram que a ponte fosse analisada por especialistas, já que problemas na estrutura não foram descartados.

“Percebe-se que a ponte apresenta indícios de manutenção preventiva em atraso, tais como crostas de limo nas estruturas de apoio, desgastes pontuais no concreto e exposição de partes da armadura, porém, ainda incipientes”, diz o relatório, assinado pelo gerente de operações Roberto dos Passos Miranda e pelo coordenador da Defesa Civil Everlei Pereira.

O documento também destaca o risco dos desníveis na pista. “Quando os caminhões passam neste local, sofrem uma inclinação brusca em direção ao guarda-corpo no início da passarela. Entende-se que se trata de um risco a ser considerado, ainda mais, levando em conta que essa ponte é rota de caminhões com contêineres carregados, sendo que muitos deles se encontram em estado precário”.

As alterações ficaram visíveis desde que a obra de implantação da ciclovia de metal em um dos lados da ponte terminou, em outubro do ano passado. No próximo dia 25, às 13h, está marcada a concorrência pública para a execução da continuidade da obra de alargamento da ponte Francisco Queiroz de Almeida. O valor da obra está estimado em R$ 964 mil reais.


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