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Itajaí não investe em novas fontes de captação e na prevenção da falta d’água

Informação foi repassada pelo próprio Semasa, em resposta a requerimento do vereador Thiago Morastoni

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A falta de água é um problema que se agrava em todo o mundo. Segundo dados da FAO, agência da Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação, pelo menos dois terços da população do planeta deverão sofrer com a escassez do líquido até 2027. Mas, quando todos pensam em ações para garantir o abastecimento e a preservação dos recursos hídricos, o município Itajaí parece estar na contramão deste processo. A constatação foi feita pelo vereador Thiago Morastoni (PT).

Preocupado com as previsões dos especialistas e com o objetivo de obter um diagnóstico da real atuação da Administração Municipal com relação à água que chega aos lares dos itajaienses, o parlamentar encaminhou ao Executivo, no final do ano passado, um requerimento com várias indagações. Mas as respostas dadas pelo Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa), infelizmente, mostram que não há um trabalho para prevenir o pior.

“Hoje, Itajaí não sofre com falta d’água, mas nos causa estranheza receber um documento do Semasa informando que não há interesse em investir em novas fontes de captação e nem mesmo em medidas preventivas para evitar futuras crises no abastecimento. São Paulo é o maior exemplo de cidade que não se preocupou com o futuro, apostando apenas no sistema Cantareira, que hoje está com baixíssimos níveis de água”, compara o parlamentar.

Thiago Morastoni acredita que todas as administrações públicas devem se preocupar com o futuro hídrico e cita até um diagnóstico da Agência Nacional de Águas (ANA), de 2011. “O documentou aponta que a maior parte dos problemas de abastecimento urbano está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento. Itajaí não pode deixar de pensar em prevenção, pois a escassez vai atingir cada vez mais municípios ao longo dos anos. Por mais que hoje não seja um problema real, é algo que certamente chegará em Itajaí no futuro e precisamos estar preparados”, ressalta o vereador, pedindo ainda o incentivo do Executivo para que moradores e empresas das áreas urbana e rural reaproveitem cada vez mais a água das chuvas e evitem o desperdício.

O documento da ANA calculou em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar o desabastecimento em mais da metade das cidades brasileiras, a partir deste ano. Parte do dinheiro, segundo a agência, deve ser usada para financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais, ação que parece não fazer parte dos planos da Prefeitura de Itajaí.


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