Ação contra a concessão dos serviços de água em Camboriú conseguiu 500 assinaturas

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A mobilização para assinaturas contra a concessão dos serviços de água e esgoto de Camboriú, realizada no sábado, dia 17, na Praça das Figueiras, teve o apoio de 500 camboriuenses. O número foi considerado expressivo pela organização do movimento. A expectativa é chegar a 4 mil assinaturas até o fim do mês. O abaixo-assinado será utilizado para pedido de Ação Civil Pública.

A ação foi decidida em reunião entre representantes do Movimento Popular Sem Água Não Dá, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú e de Associações de Moradores. O encontro contou com a presença dos vereadores Jane Stefenn (PSDB) e Ângelo César Gervásio (PMDB), que apoiam o movimento.

A decisão ocorreu porque a licitação para a concessão já está em andamento, com data marcada para abertura dos envelopes das empresas interessadas no dia 19 de fevereiro. O Movimento questiona a forma como o processo está sendo conduzido pela Prefeitura de Camboriú. “Estamos pedindo interrupção no processo de concessão para que a população possa discutir as propostas e entender o que acontecerá. É preciso analisar e discutir outras possibilidades”, aponta Maria Amélia Pellizzetti, uma das organizadoras.

Jéssica Albino, uma das coordenadoras do movimento, aponta que apesar de a Prefeitura Municipal ter se comprometido em protocolar, até o dia 31 de janeiro, uma resposta formal quanto à possibilidade de uma nova audiência pública para tratar das deliberações feitas na reunião da semana passada, é preciso consolidar este movimento em defesa de uma gestão participativa e genuinamente popular.

“As dificuldades enfrentadas pela população camboriuense quanto ao abastecimento de água durante a temporada, bem como as discussões quanto à gestão dos recursos hídricos na região, feitas por entidades como o Comitê Camboriú, não são de hoje e precisam ser tratadas com comprometimento e transparência por parte do Poder Público”, diz Jéssica.

A prefeita Luzia Coppi Mathias, em recente entrevista, deixou claro que só vai parar o processo por ordem judicial. “Só a Justiça pode me impedir. Caso contrário, passo como um trator de esteira”, afirmou. Para a vereadora Jane Stefenn, é um absurdo que a prefeita ignore todas as manifestações já realizadas contra a forma como a concessão está sendo feita. “Por isso, a assinatura dos camboriuenses é tão importante neste momento. Temos que registrar este posicionamento contrário à concessão, que está sendo feita de maneira autoritária. E buscar a Justiça o direito à participação popular que uma decisão destas exige”, diz Jane.

Os participantes do Movimento estarão novamente na Praça das Figueiras no sábado, dia 24, das 9 às 17 horas coletando assinaturas e esclarecendo dúvidas. Durante esta semana, voluntários estarão coletando assinaturas nos bairros.

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