Pacientes e funcionários de UPA de Itajaí podem ter sofrido contaminação por radiação

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Os médicos, funcionários e pacientes que frequentam a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cordeiros, em Itajaí, correm o risco de estar contaminados por radiação. A denúncia foi feita por servidores da unidade, ao parlamentar Thiago Morastoni (PT), que alertou sobre a gravidade do fato e solicitou a rápida ação das autoridades competentes, durante o uso da tribuna da Câmara de Vereadores.

De acordo com relatório técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 26 de outubro do ano passado, a sala de raios X da UPA foi construída fora dos padrões de segurança regulamentados pelo órgão. Na oportunidade, os especialistas fizeram testes de dispersão de raios X e constataram que o índice de radiação para as pessoas era maior do que o permitido por lei. Mesmo assim, a radiologia da UPA seguiu funcionando até o fim do mês passado, sem a blindagem necessária para conter a radiação.

Thiago Morastoni alerta que o simples fato da radiação ter sido emitida por tanto tempo é grave, mas no caso da UPA é ainda pior. “Em frente à sala de raios X está a sala de medicamentos. Esses remédios podem ter absorvido radiação e depois ter sido ingeridos pelas pessoas. Na frente da sala também fica o bebedouro da unidade. A água tomada pelas pessoas que frequentam a UPA também pode ter sido contaminada por radiação. Pacientes, funcionários, médicos, atinge todos”, ressalta o parlamentar.

Os raios X emitem a chamada radiação ionizante. Trata-se de uma radiação eletromagnética que pode causar queimaduras na pele e, dependendo da quantidade e intensidade da dose, causar mutações genéticas e danos irreversíveis às células. O câncer é um dos problemas mais associados à radiação, pois a radioatividade pode fazer com que as células cresçam desordenadamente, formando tumores.

O vereador solicitou uma rápida ação das autoridades competentes. “Isso é caso de polícia, de saúde pública, em que o Ministério Público, a Anvisa, os órgãos de controle e até o Governo Federal devem agir rigorosamente. Temos que buscar os responsáveis e também identificar quem pode ter sido contaminado. Não sabemos a que pontos chegaram os níveis de radiação. As pessoas que foram à UPA neste período, pensando que estavam indo melhorar a saúde, podem ter saído de lá mais doentes do que entraram”, finaliza Thiago Morastoni.

A UPA de Cordeiros foi inaugurada em outubro de 2012 e a sala de raios X, sem a blindagem necessária para conter a radiação, só foi interditada recentemente, no dia 24 de novembro deste ano.

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