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Grande quantidade de animais são abandonados próximo ao Canil

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Muitos animais deixam de ser de estimação e se tornam um problema social quando abandonados nas ruas da cidade. Na tentativa de amenizar este problema e conscientizar a população sobre a responsabilidade ao adquirir um animal, a Secretaria Municipal de Saúde vem trabalhando constantemente na promoção da Posse Responsável.

Além da presença de cães, gatos e cavalos abandonados nas ruas da cidade, a Secretaria vem enfrentando um outro problema: o abandono destes animais nas proximidades do Canil Municipal. “O Canil foi criado para observar os animais agressores e animais suspeitos de contraírem doenças infecto-contagiosas, que não possuem donos, que estão machucados nas ruas. Temos que esclarecer que o canil não é um deposito de animais, nem um abrigo público”, declara o médico veterinário Denilson Vargas da Silva.

O médico ainda afirma que os funcionários estão orientados a não acolher os animais abandonados nas imediações do Canil, sem a devida autorização do Núcleo de Controle de Zoonoses. O setor, após uma investigação epidemiológica, recolhe os animais que se encontram dentro dos critérios de recolhimento.

Os profissionais que atuam no Canil também identificaram a procedência dos animais abandonados no local. “A maioria das pessoas que abandonam é de municípios vizinhos de Itajaí, um ato duplamente condenável, pois além de infringir uma lei federal, ainda coloca sob a responsabilidade de Itajaí um ônus que seria do município onde este reside”, afirma o médico veterinário.

O abandono de animais é uma contravenção prevista na Lei Federal 9.605/98. O artigo 32 da lei prevê uma pena de três meses a um ano de prisão e multa para quem praticar ato de abuso ou maus-tratos a animais silvestres ou domésticos.

O médico veterinário explica ainda que a conscientização da Posse Responsável é melhor forma de mobilizar as pessoas e fazê-las sobre suas responsabilidades ao adquirir um animal de estimação. “As pessoas precisam entender que ter um animal de estimação exige compromisso por um longo tempo. Não podemos deixá-los na rua quando eles crescem, quando enjoamos ou por que ele está doente”, diz.

Segundo Denílson, além de gerar sofrimento ao animal que fica sem abrigo, sem alimentação e em situação de risco, o abandono de animais coloca em risco também a população. “Os cães, principalmente, são territorialistas. Ao se sentirem ameaçados, podem morder as pessoas que porventura se aproximarem deles, atrapalhar o trânsito e até provocar acidente. Também há risco de doenças devido à contaminação com o lixo”, conta.


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