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Águas-vivas no verão de Santa Catarina

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aguaviva
Physalia physalis ou Caravela Portuguesa, uma espécie de água-viva.
A época de reprodução das águas-vivas coincide com a de maior frequência das pessoas nas praias, o verão, de dezembro a fevereiro, acarretando um número maior de acidentes neste período. Os banhistas devem se manter atentos e evitar tocar as águas vivas, mesmo àquelas que estão mortas na areia, pois as células urticantes ainda podem injetar as toxinas.

Além do período natural de reprodução, no entanto, as águas-vivas podem produzir um fenômeno conhecido como “enxamenamento”, no qual os animais aglomeram-se rapidamente e em grandes quantidades que podem alcançar milhares de indivíduos. Suspeita-se ainda que a diminuição da qualidade do ambiente marinho, provocada pela poluição, o aumento da exploração de recursos naturais e da temperatura global, estejam contribuindo para o acréscimo mundial do número de medusas (águas vivas) na última década.

As águas-vivas possuem baixa mobilidade e vivem à deriva nas correntes marinhas. Ao se aproximarem da praia ficam à deriva das ondas e correntes litorâneas. Portanto, ao contrário de predadores como o tubarão e as barracudas, elas não atacam ou perseguem as pessoas como muitos acreditam.

O poder urticante destas toxinas varia conforme a espécie de medusa mas também conforme a sensibilidade das pessoas. Portanto, dependendo da pessoa, uma mesma espécie de água marinha pode provocar desde uma leve irritação na pele até queimaduras bem dolorosas.

A Secretaria de Saúde recomenda a aplicação de compressas de água do mar gelada no local do ferimento – não de água doce, que pode agravar a situação – e de banhos de vinagre. Este procedimento funciona na maioria dos casos, onde o que existe é apenas dor e vermelhidão da pele. Casos mais graves, embora raríssimos no Brasil, podem requerer internação em UTI e até causar morte.

Carlos Eduardo Araújo – Oceanógrafo
Laís Fernandes – Acadêmica de Oceanografia


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