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Tenda resgata a Cultura Alimentar de Balneário Camboriú

A Tenda da Cultura Alimentar é composta por 10 banners que contam a história de algumas famílias nativas do município

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Tenda da Cultura Alimentar 29 09 17 Foto Celso Peixoto 15 Copy
Divulgação

Em um mundo cada vez mais frenético a alimentação correta é frequentemente deixada de lado. Por conta disso, no Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta segunda-feira (16), o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEAN) de Balneário Camboriú chama atenção para hábitos alimentares tradicionais de povos nativos aqui de Balneário Camboriú, através da Tenda da Cultura Alimentar.

A tenda é o primeiro projeto na área de cultura alimentar patrocinado pela Fundação Cultural por meio da Lei Municipal de Incentivo e Fomento à Cultura (LIC). Resgatar, valorizar e preservar a cultura alimentar tradicional da cidade é o principal objetivo do projeto idealizado pela nutricionista Michele Colossi, que entrevistou cerca de 50 famílias concentradas nas regiões mais tradicionais do município: Bairro da Barra, praias agrestes e a comunidade quilombola Morro do Boi.

Após oito meses de pesquisa e muita conversa, foi constatado que a farinha de mandioca foi, e ainda é em alguns lugares, a base da alimentação dos primeiros moradores de Balneário Camboriú, junto com os peixes. Todo o processo de preparação dessa farinha era feito artesanalmente por meio de moinhos e depois de pronta compunha diversos pratos, como o popular pirão. Além da farinha, outros alimentos como ticum, guabiroba, araçá e jambolão também eram frequentemente consumidos.

A produção agrícola era essencial para a alimentação. Com a ausência de estabelecimentos comerciais, estas famílias utilizavam muito o sistema de trocas para obter produtos que não cultivavam. Porém, há cerca de 40 anos, logo após a chegada de comércios na região, tais moradores foram aos poucos perdendo o hábito de cultivar seu próprio alimento por conta da praticidade encontrada nas novas mercearias e assim essa cultura foi se perdendo.

“Por isso é importante mostrar para as pessoas como era o hábito alimentar dos primeiros moradores da cidade, levar essa cultura adiante. É um projeto muito lindo que não fala só de alimentação, mas da história da região também”, fala o presidente do COMSEAN, Nairo Rodrigues, sobre a importância da pesquisa.

A Tenda da Cultura Alimentar é composta por 10 banners que contam a história de algumas famílias nativas do município, os principais alimentos consumidos na época e seu valor nutricional, além de receitas antigas destas famílias entrevistadas que foram passadas através de gerações. O material já foi exposto em diversos locais no ano passado e neste ano ficou disponível para visitação no hall da Casa dos Conselhos do dia 03 a 16 de outubro. A intenção é transformar a Tenda em uma exposição itinerante e levá-la em diversos locais públicos para que a população conheça mais sobre sua história e antigos hábitos alimentares, mais naturais e com certeza, mais saudáveis.


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