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Com 20 votos favoráveis, foi aprovado o Requerimento nº 98/2017, de autoria do vereador Edson Lapa (PR). O parlamentar questiona ao governador de Santa Catarina e ao secretário de Estado da Segurança Pública quais os critérios utilizados para distribuição nos municípios dos 114 Policiais Civis formados em 24 de janeiro, sendo que nenhum foi destinado para Itajaí, Navegantes, Camboriú e Balneário Camboriú.

Sempre que questionados, representantes do governo do estado e da segurança pública só fazem repetir a justificativa mais ouvida quando o assunto é o porquê não se obtém melhores resultados nas ações do estado na Segurança Pública. Tanto repetem que a resposta virou clichê: “falta de efetivo”. Diante de 114 novos Policiais Civis formados em SC, e nenhum enviado para nosso município, é natural o questionamento e a busca para entender por que não receberemos um único policial civil.

Para o vereador Edson Lapa não há justificativa para a não contemplação de Itajaí. “Com todo respeito às cidades agraciadas, mas não é razoável que Itajaí com toda sua pujança, relevância e números altos de ocorrências policiais esteja de fora da lista dos municípios que receberão servidores da segurança pública. Este requerimento tem o objetivo de receber do governador do estado e do secretário de segurança respostas para a tomada de decisão de ambos em não encaminhar para Itajaí nenhum dos 114 novos policiais civis”, argumentou.

Segundo a imprensa, o governo estadual informou que a distribuição desse novos policias será feita de acordo com os números de procedimentos policiais em cada delegacia. Se confirmada esta informação é de se estranhar que Itajaí, Navegantes, Camboriú e Balneário Camboriú não estejam na lista, mesmo com números alarmantes no que se refere a segurança pública. Nem o fato de Itajaí ser o terceiro PIB do estado pesou favoravelmente para a destinação de Policiais Civis para o município. Ou seja, se os altos números de ocorrências policiais, segundo informou o governo à imprensa não justificaram o envio de delegados e agentes para Itajaí, e se nem a contribuição financeira gerada pela cidade ao estado foram suficientes para sensibilizar o governo, o que estaria faltando? Não é só a classe política que está inconformada.

Os munícipes itajaienses solicitam esclarecimentos quanto aos critérios utilizados para essa distribuição, bem como, solicitam que este equívoco seja reparado e a quantidade de policiais lotados em Itajaí seja ampliada. “Seria de bom alvitre que todos pudéssemos compreender a fórmula utilizada nessa distribuição, e fosse feito o pronto reparo neste ato a fim de tentar sanar a insegurança que nossa cidade tem sofrido diariamente com ataques criminosos em suas mais diversas espécies, estando portanto os itajaienses a mercê da criminalidade”, comentou o parlamentar.


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