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Menos de três dias após a manicure Paloma Goulart, 23 anos, vivenciar um atrito com um policial militar em uma festa irregular no bairro Nova Esperança, ela foi protagonista de mais uma desavença com policiais na noite desta terça-feira, 18. Paloma foi seguida por uma viatura e levada para a delegacia após supostamente ter desacatado a guarnição.

Segundo o relato da Polícia Militar, Paloma passou pela viatura do PPT (Pelotão de Patrulhamento Tático), por volta das 19h30min, conduzindo um Peugeot de cor prata. Ela teria emparelhado o carro ao lado da viatura na Quinta Avenida, bairro Vila Real, e gritado “vocês são os covardes daquele dia, vocês vão se f**** na minha mão”.

Foi então dada ordem de parada para a condutora, que não obedeceu, sendo iniciado o acompanhamento por várias ruas. Ainda segundo a PM, Paloma conduzia o veículo de forma perigosa. Ela foi abordada dentro do condomínio Pedras Brancas, na rua Biguaçu, bairro dos Municípios. No carro ainda estavam duas mulheres, que logo saíram do veículo gritando e proferindo palavras de baixo calão.

Devido às ofensas, foi dada voz de prisão à Paloma, que provocou o protesto de familiares e conhecidos, sendo conduzida à Delegacia de Polícia Civil para lavratura do flagrante. Paloma também estaria com a CNH vencida.

A jovem é a mesma que acusou um policial de tê-la agredido na madrugada do último domingo (16), após a PM encerrar uma festa irregular. Na delegacia ela pedia a todo instante para que o policial que supostamente lhe agrediu se afastasse dela. “Ele não pode ficar perto de mim, eu tenho um B.O. conta ele”, “eu tenho um processo contra ele, eu não quero ele perto de mim”, “não quero ele perto de mim, ele já me agrediu”, “tira ele daqui, só fica vocês dois”, pedia insistentemente aos policiais, visivelmente nervosa e traumatizada com os acontecimentos do último fim de semana. “Você está descontrolada”, argumentou um dos policiais. “Ele já me agrediu, por isso que estou descontrolada”, respondeu.

Paloma contesta versão da PM

Após sair da delegacia, Paloma Goulart e sua mãe Luciana Maciel conversaram com a reportagem e contestaram a versão da PM. Elas disseram que estavam no carro com o irmão de Paloma, de sete anos, e perceberam a viatura perseguindo o carro, mas que em nenhum momento houve insultos por parte delas. Já a ordem de parada não teria sido acatada por que teriam ficado apavoradas devido a perseguição. Paloma alega estar sendo vítima de perseguição por ter denunciado a suposta agressão que sofreu na madrugada de domingo.


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