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Ensinar jovens estudantes a colocar a mão na massa e a tornarem-se protagonistas da própria produção tecnológica é o foco de projeto Lite is Cool, desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A iniciativa reúne conceitos de computação e educação para o ensino de programação, robótica e implementação de processadores para alunos de escolas públicas da região de Itajaí que aprendem, além de conceitos, a construírem uma nova relação com a tecnologia.

Coordenado pelos pesquisadores André Luís Alice Raabe, André Luiz Maciel Santana e Cesar Albenes Zeferino, o projeto atende, atualmente, 12 estudantes da Escola de Educação Básica Nereu Ramos, de Itajaí. A cada ano um novo grupo de estudantes vivência, durante dez meses, atividades que permitem o desenvolvimento de pensamentos computacionais que os capacita como produtores de tecnologia. Neste ambiente eles convivem com mestrandos em Computação Aplicada, mestrandos e doutorandos em Educação, além de graduandos em Ciência da Computação, Design, Arquitetura e Urbanismo e das engenharias Mecânica, de Computação e de Produção.

A dinâmica é inspirada no construcionismo e nas práticas do Movimento Maker (Faça você mesmo), que viabiliza momentos, espaços e recursos para que estudantes desenvolvam projetos de seu interesse relacionados aos conceitos trabalhados e aplicando-os da forma mais objetiva: fazendo. Para isso, o uso de processadores, tipicamente complexo, fica acessível graças ao uso do processador BIP, uma tecnologia criada na própria Univali com propósitos educacionais. Já a programação é feita usando Portugol Studio, uma ferramenta também desenvolvida na Universidade.

André Luís Alice Raabe, coordenador do projeto, conta que a participação de bolsistas de várias áreas e a integração de alunos do ensino médio na rotina do laboratório trouxe ganhos em todos os níveis: “Aos poucos todos perceberam que tinham algo para ensinar e para aprender. Estudantes de graduação passaram a valorizar e consolidar os conhecimentos das disciplinas na Universidade ao ajudar os estudantes do ensino médio a realizarem seus projetos pessoais e darem um propósito real ao conhecimento até então teórico. Já os pesquisadores aprenderam sobre como os jovens convivem com a tecnologia e como mudar a perspectiva de consumidores para criadores”, resume.

AÇÃO NAS ESCOLAS

Atualmente o Lite/Univali também realiza um projeto similar em que leva até as escolas um móvel de madeira batizado de LiteMaker. Esse móvel possui diferentes compartimentos e é recheado dos mais diversos equipamentos e ferramentas. “Com essa iniciativa queremos aproximar dos jovens a cultura Maker. Para isso, garantimos que eles tenham a oportunidade de ajudar a construir, consertar, modificar e, até, criar objetos com suas próprias habilidades e conhecimentos”, explica André Luís Alice Raabe.

“Esse projeto proporciona vivências na produção de artefatos com uso de diferentes técnicas construtivas, sejam elas a marcenaria, eletrônica, artesanato em papel, e produção de objetos com impressora 3D. Isso promove o gosto pela aprendizagem com a aplicação de características importantes como concentração, paciência e persistência”, aponta o professor.

A iniciativa recebeu, no dia 9, menção honrosa durante a entrega do Selo Social organizado pelo Município de Itajaí e a Associação Empresarial de Itajaí (ACII). A entrega do Selo marca o cumprimento dos oito objetivos do milênio, preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e reconhece os investimentos que promovam a melhoria da qualidade de vida da comunidade na qual está inserida.


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