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Saber quem são os educandos especiais, quais suas deficiências e habilidades, onde estudam, de quais atividades multidisciplinares participam e por quais profissionais de educação e saúde são acompanhados. Essas são algumas informações básicas para garantir o sucesso do aprendizado na Educação Especial de Balneário Camboriú e que até então, a Secretaria de Educação não possuía.

Desde o início deste ano, esta realidade começou a mudar, com a criação de um Sistema de Gestão e Resultados, o E-PRO, desenvolvido pelo Departamento de Educação Especial do Município. Isso porque, os dados de cada educando especial eram vagos e ficavam restritos à Unidade Escolar onde o aluno estudava. “Pesquisamos e vimos que não há nada semelhante a este nosso sistema, voltado exclusivamente para a educação especial, em todo país”, garante o desenvolvedor do projeto, Renan Ulrich Muller. O sistema, compartilhado em rede de forma on-line, reúne todas as informações sobre o educando especial, desde o histórico escolar, gráficos de desenvolvimento do aluno, estatísticas, número de faltas e seus motivos, diagnóstico dos alunos, suas deficiências dentre outras informações.

“Percebemos a necessidade de conhecer melhor nossos educandos especiais no início do ano, durante o período de matrículas, quando não sabíamos ao certo quantos alunos deveriam se matricular, em quais unidades e quais suas deficiências”, a diretora do Departamento de Educação Especial, Adriana dos Santos. “As poucas informações que tínhamos estavam em pastas nas escolas e somente um professor tinha acesso. Os alunos especiais são atendidos por diferentes profissionais, como educadores, fonoaudiólogo, psicólogos, neuros, fisioterapeutas enfim, uma rede que envolve educação e saúde e que precisa ser interligada para que o trabalho dê resultado. Com o sistema, todas essas informações do aluno estão disponíveis on-line, em qualquer dispositivo móvel, para todos esses profissionais que trabalham com ele”, explicou a diretora.

Cada aluno tem seu cadastro único no sistema. Lá está o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) do estudante, que permite o planejamento de atendimento do educando. Em cada atendimento o professor preenche um formulário que informa os avanços e retrocessos de cada atividade ou metodologia aplicada com o estudante. Com base nessas informações o sistema elabora estatísticas individuais e coletivas da Educação Especial, como índice de frequência escolar, das ações realizadas nas áreas da saúde, pedagógica ou social e informa o status do atendimento (aberto, em andamento ou concluído).

O sistema também permitiu fazer uma espécie de censo da Educação Especial, informando o número de alunos atendidos, onde eles estudam, por quais escolas já passaram, os atendimentos que já receberam, quais são as suas deficiências, quais profissionais são necessários para atenderem o aluno, dentre outros. “Ficamos sabendo, por exemplo, se o educando tem alguma dificuldade motora, se usa cadeira de rodas, se tem mobilidade reduzida, baixa funcionalidade. Assim podemos ver qual a escola estaria mais adequada para receber este aluno ou as mudanças estruturais necessárias para atendê-lo. Enfim, estamos dando uma atenção que a Educação Especial nunca teve, o que contribuía para que esses alunos não desenvolvessem suas habilidades e acabassem desistindo dos estudos”, falou Adriana.

O trabalho desenvolvido em Balneário Camboriú está servindo de exemplo para outras cidades. A AMFRI já estuda uma cooperação técnica com o MEC para disponibilizar o sistema para outros municípios. A versão definitiva, com mais recursos, será implantada neste segundo semestre.


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