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Projeto de lei prevê a proibição definitiva de veículos de tração animal em Itajaí

Outras cidades brasileiras já proibiram esta pratica, e adotaram carrinhos elétricos para a substituição das carroças

cavalo
Divulgação

A pratica sobrevive a gerações. O cavalo é o animal mais utilizado para puxar cargas e ou pessoas em todo Brasil. Outros animais como bovinos, muares e asininos também são usados neste tipo de transporte.

Em Itajaí não é diferente. O veículo de tração animal resiste ao progresso , sai das estradas de chão batido e circula tranquilamente nas vias calçadas e asfaltadas.

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Além de companheiro do homem, o cavalo tem sido também essencial para o sustento de muitas famílias, como os conhecidos carroceiros. Muitos atuam de forma responsável e consciente, porém há um número grande de relatos de total descaso com o animal.

O cavalo é obrigado a cumprir horas exaustivas de trabalho, puxando cargas muitas vezes acima do peso que suporta, além dos maus tratos, falta de alimentação ideal e assistência veterinária freqüente e risco de acidentes de trânsito, que muitas vezes resulta na morte do dono e do animal.

Diante dessas situações, a vereadora Renata Narcizo protocolou o projeto de lei ordinária 2/2017 que dispõe sobre a proibição definitiva de veículos de tração animal em todo município de Itajaí.

Estarão proibidos de circular veículos como: carroças, charretes e outros meios de transporte similares, mesmo que utilizados para uso próprio. Quem descumprir a lei terá o animal e o veículo recolhidos imediatamente, além de estar sujeito a multa de 25 UFM, o equivalente a R$ 3.000,00(três mil reais) . Após o pagamento da multa, apenas o veículo será liberado ao proprietário. A lei deve entrar em vigor 180 dias após sua publicação.

Este tipo de transporte ainda é comum, ou por comodismo ou porque a exploração animal é economicamente mais viável, um carroceiro não precisa circular com carteira de motorista, independe se for menor de idade, se estiver embriagado, se respeita as leis de trânsito, se trata bem e respeita o animal, oferece alimentação, descanso e tratamento veterinário corretos, se tem consciência da carga que o animal é obrigado a carregar por horas exaustivas, não posso ser conivente com essa situação, já presenciei casos de desrespeito total ao animal, sou contra e vou lutar para que este projeto seja aprovado e entre em vigor aqui em Itajaí”, reforça Renata Narcizo.

Outras cidades brasileiras já proibiram esta pratica, e adotaram carrinhos elétricos para a substituição das carroças, como é o caso de Brasília(DF) e Foz do Iguaçu (PR). A substituição das carroças por outros veículos além de libertar os animais da exploração e maus tratos, oferece aos carroceiros maior qualidade de vida.

Com um veículo apropriado para a coleta de material, o trabalho se torna mais econômico, permite coletar uma quantidade maior em menor tempo, o veículo circula numa condição melhor, acompanhando o fluxo normal do tráfego, não colocando em risco a vida dos carroceiros, animal e das demais pessoas.

Além de Brasília e Foz do Iguaçu, São Paulo(SP) , Recife(PE) e Porto Alegre (RS), também está proibida a circulação deste tipo de veículo.

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