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Recebemos na última sexta-feira (27) o relato abaixo de Nina Rocha, mãe de um bebê de dois meses de vida, que passou por um momento de aflição quando viu seu filho aparentemente morto em seu colo, ao vaciná-lo no posto de saúde da Rua 1500.

“Boa noite. Sempre vejo reclamações das saúde pública na cidade de Balneário. Mas eu gostaria de relatar o que aconteceu com meu filho de 2 meses , que pela eficiência e rapidez no atendimento no posto de saúde da rua 1500, salvaram a vida do meu filho.

No dia 25/10 meu filho completava 2 meses de vida, e conforme está na caderneta de saúde eu precisava levá-lo para o posto de saúde para tomar as vacinas correspondentes. Cheguei no posto da rua 1500, e fui muito bem atendida pela enfermeira Pamela, que explicou como seria a vacina e as possíveis reações. Ele tomou várias vacinas, uma delas é a Penta, que protegem contar 6 tipos de doença. Meu filho de apenas 2 meses estava muito bem, levou as picadinhas da injeção, eu estava olhando para ele pois ele teve chorinho, fiquei com ele no meu colo para acalmá-lo e percebi que ele estava pálido e aparentemente sem vida. Foi tudo muito rápido, assim que ele levou a injeção, ele chorou e em seguida ficou pálido igual papel e imóvel. E comentei com a enfermeira Pamela, e ela rapidamente disse: Mãe balança ele pra ver se ele reage?!. Então eu o balancei e ele estava aparentemente sem vida. A enfermeira pegou ele do meu colo, e disse: Me segue mãe precisamos achar o médico correndo.

E ali começou o meu pesadelo. Ela foi correndo postinho gritando com ele no colo chamando um médico pediatra. Assim que o médico o encontrou tentou reanimá-lo, verificou batimento cardíaco, e o colocou imediatamente no oxigênio. Isso que eles nem tinham equipamento para bebê, somente de adulto e somente um O2 , que eles tiraram de outro paciente para colocar nele. E nesse meio tempo vários médicos e enfermeiras se mobilizaram e foram tentar nos ajudar. Depois de algum tempo que não me lembro ao certo quanto foi, meu filho finalmente começou a chorar. Mesmo assim o médico Dr Antonio e a enfermeira Pamela continuaram observando ele , com ele no O2 e verificando constantemente seus sinais vitais, e me disseram: Mãe precisamos levá-lo correndo para o hospital. E então eles levaram meu filho no carro do posto mesmo com O2 junto pra ele poder respirar, com um carro da guarda municipal na frente para abrir passagem no trânsito a caminho do hospital. Quando chegamos no hospital que meu filho já estava com os sinais vitais, e aparentemente melhor, que eu consegui entender o que houve com ele.

Meu filho havia tudo um episódio de hipotomia-hiporesponssivo. Uma reação a vacina raríssima. E que se não for reanimado com rapidez pode levar ao óbito. E graças ao atendimento rápido e humano de toda equipe do posto, salvaram a vida do meu filho. Eu queria agradecer as pessoas que foram solidárias e se preocuparam com meu filho e graças a eles meu filho está vivo.”

O que é o Episódio hipotônico-hiporresponsivo?

Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) é um dos efeitos colaterais da Vacina tríplice bacteriana de células inteiras e pode acontecer nas primeiras 48 horas após a vacinação – cerca de um para cada 1.750 doses aplicadas. Costuma ser precedido por irritabilidade e febre. A criança torna-se pálida, perde o tônus muscular e a consciência. Esse quadro pode durar desde alguns minutos até algumas horas, mas, apesar de muito angustiante, melhora sem deixar sequelas. Sua ocorrência não indica tendência de repetição quando da aplicação de doses subsequentes.


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